No dia 28 de junho as atividades do festival itinerante L Burro I L Gueitero eram imensas. Agora já sediado em Aldeia Nova, repetiu uma manhã de oficinas. Algumas eram repetidas do dia 26, mas havia outras novas. É o caso da Construção de Origamis e As Aves do Vale do Douro.
Só cheguei a Aldeia Nova ao início da tarde, em hora de relaxamento. Aproveitei para dar um passeio pela aldeia, onde não estava já há algum tempo.
Já não cheguei a tempo de assistir ao Concerto na Curralada, por Jorge Ribeiro, mas foi muito interessante visitar uma casa típica e verificar como era a maneira de viver de outros tempos.
No recinto onde estava instalado o palco do festival também havia
algumas coisas para ver. No bar Burriqueiro não faltavam clientes e nas
tendas vendiam-se recordações e alguns produtos regionais. Comprei
alguns postais para a coleção que faço desde criança. Achei piada aos
cinzeiros portáteis! Seria mais fácil não fumar, mas a ideia é
interessante.
Passeei pela aldeia e falei com alguns moradores. As pessoas do Planalto são, por norma, abertas e hospitaleiras. Com tanta gente a circular pelas ruas o ambiente era ainda mais propício à troca de dois dedos de conversa.
Distrai-me tanto que perdi a saída dos participantes em passeio de burro, desta vez entre Aldeia Nova e Pena Branca. Podia seguir a pé, tentando alcançá-los, conheço bem os caminhos, mas optei por ir de carro até Pena Branca e esperar pela sua chegada.
O grupo era ainda maior do que nos dias anteriores e fazia-se ouvir à distância. O som da gaita de foles mexe comigo e fez-me sentir emoções estranhas. Eram muitos os sons e as idades, com muitas crianças a participarem.
O que se pretendia em Pena Branca era fazer uma visita ao Centro de Acolhimento do Burro, uma espécie de lar de idosos para burros. Esta é a alternativa de vida para muitos animais que de outra forma acabariam abatidos para servirem de alimento para cães ou lançados pelas arribas para alimentar abutres. Há muitos animais, mas todos são bem tratados. São conhecidos pelos nomes e os tratadores sabem como cada um se comporta. Os primeiros exemplares com que a Associação começou a fazer os passeios, já aqui estão, é que o tempo não pára.
Tive também o prazer e foi mesmo um prazer, de ver atuar o grupo Coletivo das Facécias. Trata-se de um grupo de comediantes que faz pequenas cenas inspiradas nos jograis e trovadores da idade média. Tiveram imensa graça e não me importava de os ver mais vezes.
Os burros foram alimentados e o grupo partiu de regresso à base, Aldeia Nova. Eu, pela minha parte, aproveitei para revisitar locais que normalmente visito, de cada vez que vou a Miranda do Douro, Palancar e Malhadas.
À noite consegui convencer a família a acompanhar-me aos espetáculos em Aldeia Nova. O nome que me soava era Roncos do Diabo, mas havia mais a ouvir.
A noite estava fria, diria mesmo gelada. O ambiente estava animado, com muita gente do concelho, não participantes no festival, a assistir aos espetáculos.
O primeiro grupo a atuar foi o Quinteto Reis 84. Trata-se de um grupo da terra que sabe o que o povo gosta, que toca com prazer e que o consegue transmitir. Seguiu-se-lhe Terra Viva de João Pedro Marnoto, Charanga e Roncos do Diabo.
O meu leque de gostos musicais é bastante alargado mas o tempo em que o grupo Charanga esteve a atuar custou muito a passar. Pelo contrário, quando começou a atuação do grupo Roncos do Diabo o recinto ganhou vida e a festa parecia outra.
A noite já tinha passado do meio, quando regressei a Miranda.
Com esta terceira visita ao festival itinerante l burrro i l gueiteiro encerrei o meu acompanhamento do evento.
No dia 29 a festa continuou com um passeio de burro a São João das Arribas, local com uma beleza ímpar na região e em Portugal. À noite houve mais música, com a atuação do grupo do planalto Galandum Galundaina, que com a sua Associação integraram a organização do evento.
29 de agosto de 2012
16 de agosto de 2012
L burro i l gueiteiro (2) 27 de julho
![]() |
| Cruzeiro junto à capela de San Martinico |
![]() |
| "Pelotão" da frente do Passeio de Burro |
![]() |
| "Participantes no Passeio de Burro |
A passagem de uma senhora conduzindo uma manada de vacas sossegou-nos, informando-nos que o grupo se aproximava e pouco tempo depois já se ouviam.
![]() |
| Sementes (imaturas de rosa albardeira (Paeonia broteroi) |
![]() |
| Capela de San Martinico (Paradela) |
![]() |
| Fim da primeira etapa - libertação dos animais |
Quando o grupo de acomodou à espera do almoço, abandonamos local. Também para nós estava na hora de almoço e não tínhamos marcação.
![]() |
| Vista geral de um grupo de participantes |
13 de agosto de 2012
L burro i l gueiteiro (1) 26 de julho
![]() |
| Concentração dos participantes |
![]() |
| Oficina de construção de Deltamboris |
![]() |
| Oficina de Tratamento e Conservação de Palhetas |
As aldeias "privilegiadas" na 10ª edição foram Paradela e Aldeia Nova, onde o grosso das atividades foram concentradas, realizar-se atividades esporádicas em aldeias vizinhas destas.
![]() |
| Oficina de Percussão |
![]() |
| Oficina de Flora Recreativa |
Ao poucos foi-se juntando uma pequena multidão, com pessoas de varias idades e falando diversas línguas.
A organização preparava o salão para servir de cantina e na igreja matriz ensaiavam-se melodias de encantar.
Durante a manhã decorreu um vasto conjunto de oficinas. A minha ideia era circular e fazer o registo de todas mas não me foi possível. Mesmo assim, consegui cobrir um bom número de atividades.
Foi interessante verificar que todas as oficinas tiveram numerosas inscrições.
![]() |
| Oficina de Dança dos Pauliteiros |
![]() |
| Oficina de Cantares Tradicionais |
Num lameiro próximo funcionou uma oficina de percussão. Não sei se pela mestria do orientador (Sond' Art), se pelos conhecimentos prévios dos participantes, se pela facilidade em tocar a caixa, o bombo e o tamboril, o certo é que o grupo acertou, e fez sair dos instrumentos uma batucada agradável.
![]() |
| Gado de raça Mirandesa |
![]() |
| Igreja matriz de Paradela |
Já passava muito do meio dia quando abandonei Paradela. A tarde e a noite prometiam muita animação e música de qualidade. Fiquei com pena de não ouvir o grupo Chominciamento di Giota. Alguns minutos de ensaio a que assisti na igreja matriz de Paradela deram para perceber que a magia ia acontecer. Espero encontrar este grupo no futuro. Gosto de grupo Al Medievo, mas este é mais fácil de encontrar nas feiras e recriações medievais.
8 de maio de 2012
250 anos Castelo de Miranda do Douro
250 Anos de História
Uma fortaleza se ergueu, em Miranda do Douro, sobranceira ao rio Fresno, por ordem do grande Rei Dom Dinis, na década de 1290. A fortaleza resistiu às invasões castelhanas, durante as guerras do tempo de Dom Fernando I. A obra da torre de menagem é do tempo de João I, como prémio e distinção à vila de Miranda, por esta praça e sua gente ter levantado a voz em seu favor, ainda com o Mestre de Avis. Em 1641 Dom João IV mandou fortificar ainda mais o castelo e as muralhas do lado oriental.
A fortaleza resistiu à invasão castelhana de 1711 e aguentou, mais cinquenta e um anos, até que, no dia 8 de Maio De 1762, uma bomba lançada do exterior fez rebentar as cerca de mil e quinhentas arrobas de pólvora armazenadas no paiol e lançou por terra a torre de menagem e uma parte da cerca do castelo.
Faz, no próximo dia oito deste mês de Maio, duzentos e cinquenta anos que aconteceu esta tragédia que deixou Miranda cheia de sangue e lágrimas com todas as consequências sociais, económicas e religiosas que advieram para os que ficaram não só na cidade mas também na região e às quais faremos a mais exaustiva referência, logo que possível. Lembraremos aqueles "que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"(Camões ).
4 de maio de 2012
16 de março de 2012
Pauliteiros de Malhadas
Pauliteiros de Malhadas junto à igreja Matriz, em dia de festa de S. Bárbara.
15 de março de 2012
Na Praça
Grupo de Sendim, em Miranda do Douro, à espera da hora certa para a sua atuação.
Junto à Câmara Municipal.
Junto à Câmara Municipal.
8 de março de 2012
Capela de S. Ciríaco
Capela de S. Ciríaco, em Genísio, Miranda do Douro (1261)
Para visitar a capela basta procurar o artesão “Tiu” Tibério, que mora ali perto e que guarda a chave. Também é uma boa oportunidade para visitar a sua forja e comprar uma das suas navalhas, que têm muita qualidade. Eu já lhe comprei várias.
Para visitar a capela basta procurar o artesão “Tiu” Tibério, que mora ali perto e que guarda a chave. Também é uma boa oportunidade para visitar a sua forja e comprar uma das suas navalhas, que têm muita qualidade. Eu já lhe comprei várias.
6 de março de 2012
Rua da Costanilha
Esta rua é de referência no património do concelho porque fazem parte dela casas do séc. XV, possuem a especificidade de portas rectangulares e janelas floridas. Destaque para uma das casas que possui janelas geminadas e cachorros medievais esculpidos no granito. Nela se encontra também a Porta Gótica das antigas muralhas que lhe servem de acesso.
Fonte do texto: Junta de Freguesia de Miranda do Douro
Fonte do texto: Junta de Freguesia de Miranda do Douro
17 de janeiro de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

































