7 de junho de 2011

II Festa das Aves

A AEPGA (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino) juntamente com a PALOMBAR (Associação de Proprietários de Pombais Tradicionais do Nordeste) e o Laboratório de Ecologia Aplicada (LEA) da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) vêm por este meio convidá-lo a participar na II Edição da FESTA DAS AVES, que terá lugar na aldeia de Vila Chã de Braciosa, no concelho de Miranda do Douro, nos dias 10, 11 e 12 de Junho de 2011.

A FESTA DAS AVES foi delineada com o intuito de promover a valorização da natureza através das aves.

Um dos objectivos do evento é também chamar a atenção para os recursos ornitológicos existentes em Portugal, particularmente, para a zona rupícola do PNDI (paisagem dominada pelas escarpas do vale do rio Douro) considerada como uma das melhores áreas do País para a observação de aves de rapina, tendo todas as condições para apostar neste segmento do Turismo de Natureza, se apostar num modelo sustentável de turismo, sensibilizando para a preservação da natureza, pela via do conhecimento e interpretação múltipla do que nos rodeia bem como em serviços qualificados.

Ao longo do fim-de-semana, ocorrerão inúmeras actividades que incluem, passeios na natureza, tertúlias, mostra de filmes, eventos artísticos, actividades para crianças (manualidades como oficinas de construção de caixas-ninho), exposições de fotografia, entre outras. Após as explicações teóricas que decorrerão ao longo do fim-de-semana realizar-se-ão as caminhadas na natureza para observação e identificação de aves, pelas imediações da aldeia de Vila Chã da Braciosa, o­nde os participantes poderão observar na prática os temas abordados. Munidos de binóculos e telescópios, colaboradores com experiência em observação de aves vão encher de cor e brilho os olhos de todos os visitantes que terão, a partir deste fim-de-semana, mais razões para contribuir para a conservação e preservação da natureza .

Caso necessitem de mais informações sobre este evento, poderão contactar-nos através do e-mail burranco@gmail.com ou dos telefones 966151131/92 5790396.

INSCRIÇÕES: http://www.aepga.pt/portal/PT/111/EID/118/DETID/9/default.aspx


REPORTAGEM DA I FESTA DAS AVES, realizada em Vila Chã, em 2010.

Mais informações AQUI

6 de junho de 2011

Ronda das Adegas, em Atenor

A Aldeia de Atenor realizou a Ronda das Adegas, nos dias 27 e 28 de Maio. Foi no dia 28 que tive oportunidade de me deslocar a Atenor para participar da dita ronda. Já há alguns anos que não visitava esta aldeia e, mesmo sem saber bem em que consistiria a dita Ronda das Adegas seria para mim um prazer percorrer de novo as ruas Atenor.
Quando cheguei, pouco depois do almoço, o movimento ainda era pouco. Apenas na antiga escola primária, transformada em bar e sede da Associação havia um grupo de pessoas.
Tomei um café e fui fazer uma visita ao simpáticos burros que ali passam grande parte do ano em completo repouso.
Quando voltei, já se notava a festa. Um grupo de gaiteiros animava a rua, trazendo aquele ar festivo que só a gaita de foles sabe dar.
Entrei na primeira porta que via aberta. Tratava-se de um perfeito museu rural com tudo que existia (e em parte ainda existe) numa casa do planalto mirandês. Demorei imenso tempo a apreciar alfaias agrícolas, a cozinha e o curral. Tratava-se da casa do Tiu Pedro. Aqui havia oficinas de fabrico de sabão e queijo.

A segunda paragem foi na oficina do pão, no forno da Ti Laurentina. Cheguei mesmo a tempo de ver sair uma fornada, e que bem que eles cheiravam.
A paragem seguinte foi numa adega... sim daquelas onde há vinho. Com bom vinho, queijo, azeitonas, chouriço, pimentos em vinagre e pão, a coisa prometia. Foram chegando pessoas conhecidas e a conversa animou. Bebi alguns copos (tive de comprar a caneca)e recordei com os presentes alguns dos lugares por onde já vivi e trabalhei no passado. É interessante como as adegas são bons locais para conversar. Não quero mentir, mas não sei se foi na Adega do Tiu Mário se na adega do Tiu Marina (ou se estive nas duas).
E foi na adega que passei a maior parte da tarde.
Mais tarde continuei o passeio por junto da igreja. Havia jogos tradicionais e tascas representantes de grupos musicais. Também sou grande apreciador da música mirandesa e aproveitei para comprar mais um CD, "La Caramontaína", do grupo Reberdegar.
Ainda tive tempo para entrar no curral onde se encontravam os animais para os passeios. Também aí havia uma exposição fotográfica sobre a "Mulher Rural".
Para terminar chegou um grupo de praticantes de paramotor (parapente com motor) que emprestaram um colorido interessante aos céus da aldeia.
Do programa ainda constavam mais actividades e nem sequer visitei todas as tascas e adegas, mas o tempo passou rapidamente.
Está de parabéns a organização deste evento e todos os que nele se envolveram. Dá gosto ver as aldeias animadas, sem complexos de mostrar o tradicional inovando, chamando gerações mais novas que acabam por se apaixonar pelo planalto e pelo seu estilo próprio de viver.
Espero voltar a Atenor, em próximas realizações deste evento.

31 de maio de 2011

Em Malhadas

No Sábado passado à tarde, à passagem por Malhadas encontrei este simpático grupo. Após a fotografia, em parte consentida, em parte "forçada", surgiu uma interessante conversa a respeito da forma de dançar dos Pauliteiros. É importante que cada grupo, que corresponde normalmente a uma aldeia, mantenha a sua identidade, traduzida na forma de dançar, uma vez que os trajes são muito semelhantes (com raras excepções).
Já tenho saudades de ver dançar os Pauliteiros, mas, estou em crer que no próximo Verão terei várias oportunidades para os apreciar.

Até lá deixo de novo um vídeo que fiz em Malhadas, nas festas de Santa Bárbara em 2009.

11 de maio de 2011

Flores e o Douro

Flores de amendoeira com o rio Douro ao fundo. A fotografia foi tirada junto às muralhas da cidade.

31 de março de 2011

O 2 de Miranda do Douro

Diz a tradição, que, quem em Miranda do Douro, conseguir identificar o número 2 no rochedo fronteiriço, nas arribas do Douro, já em território espanhol, não terá dificuldade em arranjar par, casará em breve e na região. É frequente encontrar grupos de pessoas que buscam insistentemente o 2 nos rochedos em questão. Ou porque sentem vontade que a tradição oral se concretize, ou simplesmente por desafio e pura brincadeira.
O número dois está muito bem marcado nos ditos rochedos, resultante de líquenes amarelos que traçam o seu contorno com bastante perfeição.
Não sei se tem a ver com estra tradição, penso que sim, houve, em tempos, em Miranda do Douro um pub com o nome de U2. Neste momento há um bar bastante conhecido com o nome de Rochedo.
Aqui, com uma moldura de flores de amendoeira, estão o rochedo onde está o 2.
Consegue identificá-lo?

28 de março de 2011

Amendeiras em Flor em Miranda do Douro

 Nos dias 7 e 8 de Março estive em Miranda do Douro. Depois de alguns meses de ausência, tinha algumas expectativas e vontade de matar saudades da pequena e romântica cidade. Mas, o que aconteceu surpreendeu-me bastante. A cidade estava rodeada de amendoeiras em flor!

Apesar de ter vivido em Miranda do Douro durante alguns anos, nunca me apercebi que a cidade antiga se encontra entre amendoeiras. E o cenário era magnífico passei todo o meu tempo livre de máquina fotográfica em punho procurando os melhores ângulos. São imagens de alguma beleza, estas que pretendo partilhar.

12 de fevereiro de 2011

Paço Episcopal

Ruínas do Paço Episcopal e das traseiras da Sé de Miranda do Douro.

25 de janeiro de 2011

Estação de Duas Igrejas

Estação terminal da antiga Linha do Sabor, em Duas Igrejas, Miranda do Douro.

13 de outubro de 2010

Fonte de Aldeia (3)

Fonte de Aldeia, em Miranda do Douro.

2 de setembro de 2010

4ª edição do Raid BTT "Rota dos Moinhos de Água"

Grupo recreativo e desportivo e cultural de Caçarelhos com a colaboração de Trilhosbtt.com, convida-o a participar na 4ª edição do Raid BTT “Rota dos Moinhos de Água”, que se realizará no dia 12 de Setembro de 2010, com partida junto ao Polidesportivo, pelas 9.00 horas.
O Raid BTT “Rota dos Moinhos de Água” é um passeio ao estilo mini-maratona entre montanhas e lindas paisagens transmontanas, com passagem por vários Moinhos (no Carvalhal, em Caçarelhos e no Rio Angueira, a caminho de Sº Joanico). Nesta edição, o Raid contém, como vem sendo hábito, três percursos: um com cerca de 50 Km, outro com cerca de 30 Km e um de 15 km.

Para aqueles que não querem pedalar, a organização preparou, um passeio pedestre.

A 4ª Edição do Raid BTT possui novos trilhos, tornando-a ainda mais espectacular. Inicia-se junto ao polidesportivo, percorre a aldeia, seguindo para a quinta de Sº Tomé subindo o rio até Sº Joanico onde será servido um reforço alimentar. Prosseguindo em direcção à freguesia de Caçarelhos. Na passagem pela freguesia de Caçarelhos será colocado o ponto final para os 30 km. Os participantes com forças físicas continuam para os 50 km.

Para outras informações: fotos e regulamentos da actual e anterior edição; http://www.trilhosbtt.com

Informações gerais. geral@trilhosbtt.com Tel: 96 2567292

- Aos menores de 18 anos será exigido um termo de responsabilidade, assinado pelos pais.
- É obrigatório o uso de capacete devidamente colocado durante todo o percurso.
- Todo o comportamento antidesportivo implicará a desclassificação do atleta.

25 de agosto de 2010

VIII Edição da Feira do Naso

Realiza-se a 4 de Setembro a VIII Edição da Feira do Naso e o Concurso Regional e Mostra de Exemplares da Raça Asinina de Miranda, na aldeia de Póvoa, Miranda do Douro. A organização é da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino. A entrada é livre.
"A VIII Edição pretende-se afirmar, mais uma vez, como uma iniciativa revitalizadora de antigas tradições e promover a única Raça de Asininos reconhecida em Portugal – Raça Asinina de Miranda. Do programa da Feira faz parte a tradicional gincana de burros, o desfile de burros ornamentados com antigos artefactos, um concurso para eleger os melhores exemplares da raça e um almoço convívio, com a presença dos gaiteiros da região", explicam os organizadores.
"Apesar de termos assistido a um aumento bastante significativo do número de nascimentos desde a I Edição da Feira do Naso e de haver uma maior motivação dos criadores do solar da raça para a reprodução das suas burras, contribuindo para o rejuvenescimento da população existente, a situação actual da Raça Asinina de Miranda ainda continua a ser preocupante, sendo considerada uma raça muita ameaçada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas. Nesse sentido, estas feiras constituem excelentes oportunidades para captar a atenção dos mais jovens e sensibilizar criadores e interessados, para a importância da preservação deste património genético, ecológico e cultural que representa a Raça Asinina de Miranda", acrescentam.

Contactos:
Telef: 273.739.307
Telem: 96.615.11.31 ou 96.005.07.22
Email: burranco@gmail.com

Fonte: Público

8 de agosto de 2010

Pica-porta (3)

Mais um bonito exemplar de pica-porta, em Fonte de Aldeia.

5 de agosto de 2010

Capela - Genísio

Pormenor da porta de uma capela, em Genísio.

La Lhienda de la Boubielha

Cierto die, hai muitos anhos,
Las pessonas de Zenízio, bírun un
Páixaro mui guapo que tenie un
Cuculho na cabeça.
Esse páixaro era la Boubielha.
Confundindo-lo cun Nuossa Senhora,
Juntórun-se todos a la boç de l Regidor i na
Reberência a la Birge de la Coquelhuda
(Pus assi chamórun a l’abe), fúrun stendendo
Lhençoles i telas de lhino brancos, para que assi pousasse e benisse pa l’Eigreija, dezindo:
- Senhora de la Coquelhuda, pousai na branco!
Mas l’abe, por su beç, bolaba de arble para arble, até que de l’alto dun uolmo cantou:
- Bu, bu, bu! Bu, bu, BU! Bu, Bu!...
De boca abierta i delorosa, de zinolhos no chano, la giente de Zenízio respundie:
- Ah, Birge de la Coquelhuda, nun bos merecemos!
Chamai-nos burros i nós que l somos.
Desde para lantre, ls habitantes de l pobo de Zenízio passórun a ser coincidos
por boubielhos, nun gustando mesmo nadica de l nome.
Mas la lhienda tem muita fuórça!
Cousas de nuossos abós!

30 de julho de 2010

Festa de S. Bárbara - Malhadas 2009

Uma imagem diferente da Festa de Malhadas, em 2009.

24 de julho de 2010

Festa da Santíssima Trindade em Fonte de Aldeia

No dia 30 de Maio, quando regressava de uns dias passados em Miranda do Douro, apercebi-me de que era o dia da festa em honra da Santíssima Trindade, em Fonte de Aldeia. Trata-se de uma festa com algumas particularidades e que, apesar de passar uma década a percorrer todo o concelho, nunca presenciei.
Fiz um desvio pelo centro da aldeia para me encaminhar para o outeiro onde se encontra a capela. Apesar de nunca ter presenciado a festa, já visitei várias vezes o local, nos meus passeios de bicicleta.
A capela, apesar de estar no alto da colina, está completamente tapada pela vegetação, principalmente sobreiros. Tem dois acessos: um, pouco depois de se sair da aldeia em direcção a Prado Gatão, virando à esquerda; outro, directamente da estrada nacional, quem vem de Sendim, junto a um nicho.
Quando cheguei à capela havia bastantes pessoas no recinto. É depois da eucaristia que acontecem os momentos mais características desta festa. A juventude, principalmente rapazes, juntam-se em grupos, por aldeias, segurando grandes ramos de árvores e dão voltas em torno da capela gritando vivas. Estes grupos, não raras vezes, entravam em confronto uns com os outros. No início do séc. XX havia grandes disputas, uma vez que os desentendimentos surgidos ao longo do ano eram adiados para a festa da Santíssima Trindade.
Era necessário deslocar forças de ordem a cavalo, vindas de Bragança, para tentarem menorizar os tumultos. Há uma cruz de pedra no recinto que dizem assinalar o local onde um agente dessas forças foi morto em plena festa.
Infelizmente já não cheguei a tempo de assistir a essa tradição. Foi pena. Aos poucos, muitas das tradições vão-se perdendo e receio não ter muitas oportunidades como a daquele dia.
As pessoas preparavam-se para a procissão que desceria da capela até à aldeia.
Entrei na capela, foi a primeira vez que o fiz. É um espaço pequeno daí a terem erigido um bonito altar, no exterior, para a celebração da Eucaristia. O que chama imediatamente à atenção são as pinturas existentes nas paredes, representando muitas delas cenas da vida do Menino Jesus. Dir-se-ia  tratar-se de uma capela dedicada ao Menino Jesus, mas não. No altar, ricamente decorado com antúrios vermelhos e gladíolos brancos, não havia nenhuma imagem no ponto mais elevado. Deve ser o local da imagem da Santíssima Trindade. Num nível mais baixo havia uma imagem, muito pouco comum, que centrava a atenção. É o "Padre Eterno" - disseram-me. A imagem representa um ansião que parece cuidar de uma mulher com um menino ao colo. A desproporção entre o ansião e os restantes elementos é representativo da poder. Talvez represente o Deus Pai, que cuida de Nossa Senhora e do Menino, o Deus Filho. No painel por detrás do pequeno altar há pinturas bastante apagadas, em tons quase sépia. Numa olhada rápida é possível distinguir à direita o que parece ser a Ascenção do Senhor; à esquerda a Jesus Cristo com os apóstolos; por cima, um ansião, um rei? Deus, O todo poderoso?
 A um canto do altar, quase passando despercebida, está uma caixa em madeira com a frente em vidro. No seu interior está uma imagem com dois bustos. Um dos bustos é homem, tem barba e a boca muito aberta. O segundo busto, mais conservado, tem um lenço a cobrir a cabeça, tendo contornos femininos. Trata-se de uma relíquia religiosamente guardada na igreja matriz da aldeia. Não consegui saber mais nada sobre ela.
O tosco destas imagens contrastava com a perfeição da imagem que representa a Santíssima Trindade, já colocada sobre o andor. Esta imagem tem três personagens masculinas: a do centro, mais velha, segurando o ceptro do poder, o Pai; à direita uma imagem mais jovem segurando um cordeiro, o Filho, que se deixou imolar; à esquerda, uma figura masculina semelhante, segurando uma pomba, o Espírito Santo.
Concentrado nestes pequenos pormenores quase me abstraí do que se passava à minha volta. Os som dos instrumentos de sopro da Banda Filarmónica de Miranda do Douro chamaram-me à realidade.
Três andores foram transportados para a frente da capela e iniciaram depois a descida em direcção à aldeia. Como em quase todos as procissões que tenho visto, os fieis eram poucos. Além das pessoas que transportavam os estandartes, bandeiras, andores e dos elementos da banda, poucos eram os que seguiram a pé, estrada abaixo.
Eu deixei a capela, pouco depois e continuei o meu caminho em direcção a Mogadouro. Ainda não foi este ano que acompanhei as cerimónias destas festas, mas, quem sabe...

15 de julho de 2010

Carvalho (I)

Coloquei hoje no Flickr esta trabalho a que chamei Carvalho (I). Trata-se de um carvalho que se encontra perto do Santuário de Nossa Senhora do Nazo, junto de do caminho que leva a Malhadas.
Nos meses de Verão o Planalto Mirandês cobre-se de tonalidades douradas e foi isso que eu quis transmitir nesta fotografia. Mesmo o desenho floral usado como textura é muita vezes usado em ouro, em relógios e outras peças. Já tenho saudades de pedalar pela imensidão do Planalto Mirandês em horas de calmaria.

5 de julho de 2010

Duas Igrejas - Capela de S. Bartolomeu

A capela de S. Bartolomeu, em Duas Igrejas anda com obras profundas de recuperação. Junto à capela está um interessante e antigo cruzeiro.

30 de junho de 2010

TasOsMontes.Net

A vontade de partilhar na Internet as minhas “viagens” por vilas e aldeias de Trás-os-Montes nasceu há mais de uma década, com os meus primeiros contactos com a Web. A primeira experiência chamou-se “O Trasmontano” e chegou a estar disponível na GeoCities, abarcando todos os concelhos do distrito de Bragança. Morreu principalmente pela minha indisponibilidade para o “alimentar”.
Em 2004 iniciei uma volta pelas freguesias do concelho de Miranda do Douro e fiz nascer o siteÀ Descoberta de Miranda do Douro, primeiro da série e que ainda se mantém online. Pela minha vida profissional e pelo gosto pessoal em conhecer e fotografar a região, novos blogues foram aparecendo, tendo o mesmo formato, mas cada um dedicado a seu concelho. No entanto, como são todos dinamizados por mim, acabam por ter muito em comum. Pensei em partilhar algumas postagens entre eles, mas, a opção final foi a criação de um novo espaço, também em formato blogue (por enquanto), que congregue informação disseminada pelos diferentes locais: À Descoberta de Miranda do Douro, À Descoberta de Vila Flor, À Descoberta de Carrazeda de Ansiães, À Descoberta de Mogadouro, À Descoberta de Freixo de Espada à Cinta, À Descoberta de Torre de Moncorvo e A Linha é Tua (blogue dedicado à Linha do Tua).


A partir de agora toda a (nova) informação dos diferentes blogues será disponibilizada também no espaço TasOsMontes.Net, sem necessidade de andar a saltar de Blogue em Blogue. Tentarei também partilhar, neste espaço, fotografias que tenho colocado na plataforma Flickr, onde tenho mantido uma relativa actividade. Com o tempo pode ser que haja algumas evoluções, uma vez que estou sempre a aprender.
Espero que o novo espaço seja uma janela aberta para o Trás-os-Montes que eu capto, seja em fotografias, seja em palavras.

28 de junho de 2010

Feira Medieval - dia 30 de Maio

O dia 30 de Maio, último dos três dias de Feira Medieval em Miranda do Douro, não foi tão recheado de acontecimentos, também porque tive que partir antes de anoitecer, não tendo tempo para acompanhar todo o programa.
Pelas onze horas estava eu junto à de Miranda do Douro, onde se celebrou uma Missa Medieval. Imaginei coisas, do tipo de a missa ser em latim… mas foi bastante “normal”. Sem perturbar muito consegui aproximar-me do altar da cerebração. Apesar de ser um católico pouco praticante, respeito os espaços e as celebrações. Tirei algumas fotografias, sem flash, da forma mais disfarçada que me foi possível, mas não faltavam “concorrentes” que fotografam e filmavam tudo.
Os elementos do coro, que conheço bem, não ocupavam os seus lugares habituais. Estes eram ocupados pelo grupo coral Medievus Chorus. Esta foi a principal diferença em relação às celebrações habituais, além de que o banco da frente era ocupado por algumas individualidades que trajavam à maneira Medieval. Entre elas encontrava-se o senhor Presidente da Câmara, recentemente eleito, que durante os dias da Feira Medieval se integrou nas representações, sempre “bem” trajado. Fez uma das leituras na Eucaristia.
No exterior da Sé preparava-se o cenário para o final da celebração. Foram chegando os pedintes, com ar bastante miserável, a Hoste do Magriço, o Grupo de Danças Antigas de Óbidos e os Pauliteiricos de Miranda. Terminada a celebração, o Largo da Sé foi inundado de todo o clima Medieval com danças, cantos e pregões. Acabei por concentrar a minha atenção nos Pauliteiricos. O folclore que envolve os pauliteiros e as danças mistas mirandesas fascina-me, também no aspecto fotográfico.
Depois do almoço voltei ao jardim dos Frades Trinos para um café e na esperança de assistir a um torneio de armas. Senti-me meio perdido e percorri os principais locais dentro da muralha à procura do centro dos acontecimentos, sem perceber bem o que estava a acontecer e aonde. Às 16 horas começou a formar-se o cortejo no Largo do Castelo que se dirigiu para o Largo D. João I. Aqui se desenrolaram vários acontecimentos dos quais realço: uma dança executava por uma elegante bailarina segurando uma serpente e um dos pedintes que mais impressionou durante toda a feira fez um eloquente e poético discurso surpreendendo todos os que assistíamos.
Pelas dezassete horas abandonei Miranda.
Passei em Miranda quase dois dias. As actividades sucederam-se em catadupa, quase não me dando tempo para comer. Já passei em Mirando muitas festas, muitas feiras, mas estas foram diferentes. Sempre imaginei a cidade em épocas anteriores e tive a possibilidade de as visitar, ainda que a representar. A cidade está talhada para eventos desta natureza. Elementos da companhia de teatro VivArte confidenciaram-me que a feira já está garantida para os próximos 3 anos. A ser assim, tudo farei para estar presente.
Não sei se o balanço da feira foi, muito ou pouco positivo. Passaram pelo recinto vários milhares de pessoas, mas falta saber se as tasquinhas fizeram o negócio que esperam e se os artesãos e produtores venderam os seus produtos. Há, certamente, algumas coisas que serão corrigidas em próximas edições como o facto, sentido por alguns expositores e artesãos locais, de ninguém da organização ter passado pelas diferentes barraquinhas a dar um cumprimento ou um agradecimento. As mudanças políticas no concelho ainda são muito recentes ...
Se foi bom para o concelho, que se repita.

22 de junho de 2010

Feira Medieval - dia 29 de Maio - Filme

O dia 29 de Maio foi tão intenso que, por mais fotografias que publique, ficará sempre muito por contar. Compilei algumas fotografias e pequenos vídeos feitos com a máquina fotográfica com um pouco do que se passou ao longo do dia. Para mais tarde recordar...