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30 de junho de 2014

Galandum Galundaina - L cura stá malo

L Cura stá malo, l Cura stá malo
Malico an sue cama
Chiribi chiribaina, malico an sue cama

Ne l meio de la nuite, ne l meio de la nuite
Chamou la criada
Chiribi chiribaina, chamou la criada

Que ten senhor Cura, que ten senhor Cura
Que tanto me chama
Chiribi chiribaina, que tanto me chama

Trai-me l chocolate, trai-me
Cun pouquito d'auga
Chiribi chiribaina, cun pouquito d'auga

La auga stá fonda, la auga stá fonda
Nun le chega la bara
Chiribi chiribaina, nun le chega la bara

Tengo eiqui you ua, mais que meia bara
Que le chega a l'auga
Chiribi chiribaina, que le chega l'auga

Als nuobe meses, i a ls nuobe meses
Pariu la criada
Chiribi chiribaina, pariu la criada
Chiribi chiribaina, chiribiribaina

Pariu un curica, pariu un curica
Cun gorra i sotaina
Chiribi chiribaina, cun gorra i sotaina

"Bóta-lo al spício!!"
Botar-lo ne l spício, botar-lo ne l spício
Nun me dá la gana
Chiribi chiribaina, nun me dá la gana

Tengo eiqui dues tetas, tento eiqui dues tetas
Cumo dues maçanas
Chiribi chiribaina, cumo dues maçanas

Que dan tanto lheite, que dan tanto lheite
cumo duzientas cabras
Chiribi chiribaina, cumo duzientas cabras

4 de janeiro de 2014

Vila Chã - Festa do Menino

 No dia um de janeiro de 2014 teve lugar em Vila Chã da Braciosa a Festa do Menino, mais conhecida pela Festa da Velha. No corrente ano não me foi possível estar presente. Em 2013 passei o dia primeiro de janeiro em Vila Chã, onde tenho alguns amigos e pude acompanhar o que se foi passando ao longo do dia.


A primeira curiosidade deste festa manifesta-se logo na designação: festa do Menino ou festa da Velha (ou dança da Velha). Nestas duas designações confrontam-se duas realidades bem distintas o religioso e o pagão. Os estudiosos atribuem a origem da vertente pagã  ao culto da fertilidade e a cerimónias de iniciação. Aliás o nordeste Trasmontano é fértil nestas celebrações, havendo manifestações com algumas linhas comuns no concelho de Mogadouro, nomeadamente em Bemposta e .
A cristianização desta e doutras manifestações pagãs deve ter acontecido de forma espontânea, com integração gradual dos elementos religiosos nas celebrações existentes. Curiosamente ainda hoje a integração respeita certas fronteiras, como por exemplo o fato da Velha não entrar na igreja e a Bailadeira entrar!
 A festa começa antes do dia 1 de janeiro, normalmente no dia de Natal.  Os mordomos, um rapaz e duas raparigas, todos solteiros, convidam a população para irem cortar lenha destinada à fogueira que será acesa no dia  no dia da Festa do Menino, a 1 de janeiro. A lenha seria trazida em carros de bois puxados pela força dos braços dos rapazes, um pouco como ainda acontece em Miranda do Douro com a lenha da Fogueira do Galo.
 Em Vila Chã a lenha já é transportada por tratores, mas, mesmo assim não deixa de ser uma festa, finalizando com um farta refeição no salão (com cozinha) que a freguesia já dispõe.
Nos dias seguintes ensaia-se o trio que que estará no centro da festa: a Velha, o Bailador e a Bailadeira, todos rapazes. Parece-me que não são necessários muitos ensaios, uma vez que este papel é representado pelas mesmas pessoas durante vários anos, mas há sempre necessidade de ir "passando o testemunho" aos mais jovens.
Ao contrário doutras manifestações do género, a Velha não usa máscara, antes apresenta a cara e as mãos tisnadas com cortiça queimada. Usa ao pescoço uma cruz da mesma cortiça queimada, presa num colar de bugalhos, com que tisna as pessoas avarentas que não contribuem com esmola e as moças solteiras.
A par da vestimenta, única e muito interessante, onde se destacam as franjas e as rendas brancas, transporta uma "bota" cheia de vinho, na mão esquerda uma estaca de pau onde vai pendurando as peças de fumeiro que lhe são dadas e na direita traz uma bengala com algumas bexigas de porco cheias de vento na extremidade. Ao ar assustador de toda a vestimenta e às bexigas cheias de ar, juntam-se os gritos assustadores que solta de quando em quando, assustando os mais pequenos, sem no entanto haver qualquer violência.
A Velha é acompanhada no peditório que é feito pela aldeia, de porta em porta, pela Bailadeira e pelo Bailador, este último vestido com o traje habitual de um pauliteiro de Miranda, munido de castanholas para acompanhar a música. A Bailadeira tem o seu traje antigo de mulher, ostentando também um chapéu de pauliteiro sobre um lenço chinês e transportando duas conchas para tocar ao ritmo da música.
O peditório inicia-se depois da alvorada. Além dos três personagens e dos mordomos que levam alforges ou sacos para recolherem o que lhes for oferecido, dinheiro ou géneros, seguem os músicos. O trio dança a cada porta a "dança da bicha", que é tocada por um conjunto de tamborileiros mirandeses, gaita, caixa e bombo. Também são lançados foguetes, animam a festa e vão dando sinal do posicionamento na aldeia do grupo.
Achei curioso o facto de cada uma das três personagens guardar o sua própria esmola, havendo uma certa concorrência para ver quem juntava mais dinheiro. Só me apercebi disso depois de ter sido "obrigado" a contribuir, "ameaçado" pela Velha, a quem entreguei toda a minha esmola.
O peditório dura toda a manhã. Ao início da tarde celebra-se a missa, mas só a Bailadeira pode assistir, tirando o chapéu e cobrindo-se com o lenço e um xaile. A Velha e o Bailador ficam fora do adro da igreja e esperam que termine a missa seguida de procissão com o Menino em torno da igreja.
Finda a procissão, juntam-se os três no adro da igreja e dançam a "bicha" para alegria de toda a população que se junta para o leilão dos géneros recolhidos. O que sobra de pão, carne e vinho é para uma ceia colectiva.
Mais tarde a população junta-se em volta da fogueira a que é ateado fogo. A festa continua com baile animado pela noite dentro.

9 de setembro de 2013

Miranda do Douro - Fogo de Artifício


Fogo de Artifício das festas em honra de Santa Bárbara, em Miranda do Douro.
18.08.2013

22 de julho de 2013

L burro i L gueiteiro


XI Edição do Festival Itinerante da Cultura Tradicional L BURRO I L GUEITEIRO

Passaram dez anos de L Burro i L Gueiteiro. O balanço? Centenas de pessoas vieram descobrir as Terras de Miranda. Quase todas as aldeias foram visitadas. Dezenas de burros e outros tantos gaiteiros animaram o Planalto Mirandês – e os números cada vez mais gordos de uns e de outros só mostram que o trabalho desenvolvido ao longo de uma década para prevenir que ambas as espécies desapareçam tem dado frutos. E dos suculentos!
O Festival Itinerante de Cultura Tradicional L Burro i L Gueiteiro apresenta-se assim, nesta XI edição, com uma dupla missão: continuar a mostrar o melhor do Planalto e quebrar, ao mesmo tempo, o estereótipo de uma cultura parada no tempo. Bem pelo contrário, acreditamos que está em constante transformação e que temos, por isso mesmo, a responsabilidade de contribuir com actividades criativas e de qualidade que a estimulem. Isso significa trazer pedaços de outras culturas, mas também repensar o contacto com o que é de cá, e que continuamos a privilegiar.
O L Burro i L Gueiteiro é então um festival que pretende, acima de tudo, dar a conhecer a riqueza e diversidade do Planalto Mirandês: das paisagens aos saberes, dos campos às aldeias, dos burros aos gaiteiros, tendo presente que tradição e inovação não se opõem – constroem-se mutuamente; e que, por essa razão, não é só o festival que é itinerante, mas também a cultura que viaja com ele. É um evento a pensar em todos - miúdos e graúdos – os que gostam de caminhadas por percursos bonitos, de refeições apetitosas, de sestas burriqueiras, de oficinas instrutivas, de boa música e de muita festa. Por tudo isto, é ainda um festival familiar e relaxado, como se de um longo e preguiçoso Domingo em família, entre burros e ao som da gaita-de-fole se tratasse.

Fonte : AEPGA

8 de maio de 2012

250 anos Castelo de Miranda do Douro

O CASTELO DE MIRANDA NO TRÁGICO DIA 8 DE MAIO DE 1762
250 Anos de História
Uma fortaleza se ergueu, em Miranda do Douro, sobranceira ao rio Fresno, por ordem do grande Rei Dom Dinis, na década de 1290. A fortaleza resistiu às invasões castelhanas, durante as guerras do tempo de Dom Fernando I. A obra da torre de menagem é do tempo de João I, como prémio e distinção à vila de Miranda, por esta praça e sua gente ter levantado a voz em seu favor, ainda com o Mestre de Avis. Em 1641 Dom João IV mandou fortificar ainda mais o castelo e as muralhas do lado oriental.
A fortaleza resistiu à invasão castelhana de 1711 e aguentou, mais cinquenta e um anos, até que, no dia 8 de Maio De 1762, uma bomba lançada do exterior fez rebentar as cerca de mil e quinhentas arrobas de pólvora armazenadas no paiol e lançou por terra a torre de menagem e uma parte da cerca do castelo.
Faz, no próximo dia oito deste mês de Maio, duzentos e cinquenta anos que aconteceu esta tragédia que deixou Miranda cheia de sangue e lágrimas com todas as consequências sociais, económicas e religiosas que advieram para os que ficaram não só na cidade mas também na região e às quais faremos a mais exaustiva referência, logo que possível. Lembraremos aqueles "que por obras valorosas se vão da lei da morte libertando"(Camões ).

23 de junho de 2011

Miranda do Douro - Um paraiso Natural e Cultural


Miranda do Douro - Um paraiso Natural e Cultural

31 de maio de 2011

Em Malhadas

No Sábado passado à tarde, à passagem por Malhadas encontrei este simpático grupo. Após a fotografia, em parte consentida, em parte "forçada", surgiu uma interessante conversa a respeito da forma de dançar dos Pauliteiros. É importante que cada grupo, que corresponde normalmente a uma aldeia, mantenha a sua identidade, traduzida na forma de dançar, uma vez que os trajes são muito semelhantes (com raras excepções).
Já tenho saudades de ver dançar os Pauliteiros, mas, estou em crer que no próximo Verão terei várias oportunidades para os apreciar.

Até lá deixo de novo um vídeo que fiz em Malhadas, nas festas de Santa Bárbara em 2009.

1 de setembro de 2009

Festa de S. Bárbara - Malhadas

Pode haver imensas razões para se ir a Malhadas, mas, no dia 16 de Agosto fui a Malhadas porque era dia de Festa de Santa Bárbara.
Cheguei pelas quatro da tarde, estava tudo muito sossegado e pensei ter-me enganado no dia. Procurei quem me informasse, mas os vizinhos da igreja, talvez pouco praticantes, nada sabiam. Felizmente parou um carro à frente da igreja e dele saiu um senhor. Aproveitei para o abordar e perguntar-lhe sobre os horários da Eucaristia, não podia ter encontrado melhor informante, visto que era o senhor padre da freguesia. Não o conhecia porque está em Miranda exactamente há 3 anos, ou seja os mesmos em que eu estive ausente. Ficámos algum tempo a conversar sobre o planalto mirandês, Vila Flor (Vilarinho das Azenhas), festas populares, arte sacra, etc. até que chegou o sacristão e começaram os preparativos para a missa.

Entrei na igreja, ainda eram poucas as pessoas que aí estavam. Junto à porta do fundo encontrava-se um conjunto de andores e outro junto ao altar das Almas e S. Miguel. Havia um total de 11, contando com o de Santa Bárbara, que estava à frente, junto à capela-mor. Já tinha estado na igreja, mas num evento muito pouco feliz. Fiquei abismado com a relíquia que ali existe. O senhor padre já me tinha dito que tinha grande necessidade de ser restaurada, isso salta à vista, mas é possível que haja sérias dificuldades. Em primeiro lugar porque se trata de um Imóvel de Interesse Público (Dec. nº 39 521, DG 21 de 30 Janeiro 1954) e é conhecido o obstáculo que representa o IPPAR, em segundo lugar pelas verbas necessárias, em terceiro lugar porque se trata de um monumento com muitos séculos de história, que tem que ser restaurado por especialistas.
Fiquei durante bastante tempo sentado nas escadas em granito que conduzem ao campanário admirando os altares, os frescos, o chão o tecto, etc. Entretanto a igreja encheu-se de gente e começou a Eucaristia.
No final da mesma formou-se a procissão que teve a curiosidade de ter um grupo de gaiteiros a abrilhantá-la. Também foram os Pauliteiros que transportaram o andor de Santa Bárbara. A abrir a procissão seguia um homem vestido com a Capa de Honras segurando um pequeno mastro, pouco maior que um bordão, com uma gravura de Santa Bárbara, encimado por uma cruz dourada enfeitada com ramos de manjerico. Um outro homem transportava uma pequena sineta que ia tocando à medida que a procissão ia avançando. O conjunto desceu pela rua da Moagem até junto da capela de S. Bartolomeu, junto da qual se encontra o cruzeiro que é quase um símbolo de Malhadas. Seguiu depois pela rua da Corredoura, regressando à igreja pela rua da Igreja.
As pessoas não abandonaram o local, antes se foram concentrando no adro adivinhando-se a actuação dos Pauliteiros.
Os Pauliteiros de Malhadas executaram uma série de danças entre as quais os ofícios e o assalto ao castelo. Todas as danças foram executadas com grande violência, contrastando com o local e o momento que se acabava de viver. Acabei por não perceber a razão de tanta violência evidente nas manchas negras e amostras de sangue nas mãos de alguns dançadores. Quer-me parecer que se trata de galhardia e vaidade, apreciada por uns, achada exagerada por outros.
No final das danças parti para Duas Igrejas, havia baile no terreiro. Quem sabe se eu também tinha hipótese de dar um pé de dança?

31 de agosto de 2009

Pauliteiros de Malhadas


No dia 16 de Agosto estive presente na procissão das festas em honra de S.ta Bárbara, Malhadas. No final da procissão actuaram os Pauliteiros da freguesia e tive oportunidade de registar a sua actuação em vídeo. A qualidade da filmagem não é a melhor, mas, mesmo assim, quero partilhar aqui algumas das danças executadas. Aqui fica a primeira:

24 de agosto de 2009

Um passeio em genísio


No dia 14, depois de ter atravessado um bom conjunto de aldeias do concelho de Miranda do Douro, fui terminar a tarde em Genísio. Era dia de festa, e, apesar de não chegar a tempo de assistir às cerimónias religiosas, ainda pude constatar a alegria das pessoas bem como a antiguidade e beleza da aldeia.

Já em 12 de Dezembro de 2004, quando fiz a minha primeira visita em bicicleta a Genísio percorri as principais ruas da aldeia, mas há sempre aspectos que nos surpreendem.
Juntei algumas das fotografias num pequeno vídeo com fundo musical, outras vou guardá-las para mais tarde ir colocando aqui no blogue, acompanhadas de algumas palavras sobre esta terra onde ainda tenho alguns amigos.

21 de agosto de 2009

Duas Igrejas - Festa de Nossa Senhora do Monte

No dia 15 de Agosto fui pela primeira vez à festa de Nossa Senhora do Monte, a Duas Igrejas. Quis o destino que eu não pudesse estar no Santuário de Nossa Senhora da Assunção, em Vilas Boas, mas, a Senhora é a mesma independentemente do nome que lhe dão.
Dirigi-me ao santuário de Nossa Senhora do Monde, onde se celebrou a Eucaristia, seguida de uma pequena procissão. Surpreendeu-me a igreja! Só nesse momento percebi verdadeiramente o significado do nome Duas Igrejas. Além de grande, é muito bonita, com o tecto suportado por arcos em granito, os frescos nas paredes e os altares com bonita talha dourada muito bem preservada.
Também a procissão, apesar de percorrer apenas o recinto da igreja, foi muito majestosa, com os estandartes vermelhos a ondularem com os fortes ventos e o som do sino que tocou constantemente.
No final da procissão a Banda Filarmónica Mirandesa ainda encetou um pequeno concerto mas os admiradores eram poucos. Também eu aproveitei a tarde para dar um passeio pela aldeia. Já a conheço bastante bem, desde os meus passeios de BTT em 2004. Também costumo visitar a antiga estação da Linha do Sabor, assistindo à sua morte lenta, de cada vez que passo pela aldeia, que ainda são bastantes.

Fui fotografando aqui e ali, fontes, cruzeiros, portas e pedras, alminhas e igrejas. Mais uma vez passei pela estação, onde registei mais algumas bonitas fotografias.
Depois de terminada a volta, e me ter refrescado com uma bebida num dos bares da aldeia, regressei a Miranda do Douro, onde a noite também se adivinhava cheia de animação.