No dia 27 de Abril andava eu "perdido" perto do Palancar a fotografar uns lameiros quando me apercebi de grande movimento de automóveis na estrada. Não me pareceu normal e perguntei a um senhor que apascentava a sua burrica a razão de tal volume de transito.
- Então não sabe?! Hoje é a Luz!
Fez-se luz na minha cabeça. A Luz significa a festa a Nossa Senhora da Luz, em Constantim, uma festa/feira das maiores que se fazem no concelho de Miranda e com características únicas, visto tratar-se de uma evento internacional.
Das vezes que fui a essa feira recordo sempre o mau tempo. É estranho mas no alto do cabeço, bem na raia, fez sempre um vento quase ciclónico e por vezes chuva. Isto apesar de a feira se realizar sempre no último domingo de Abril. Também recordo que aqui se compravam as primeiras cerejas do ano, a um preço nada de feira, mas era o preço da novidade.
Rumei a Constantim e à Senhora da Luz.
Não pretendia demorar-me e tinha algum receio se encontraria onde estacionar, mais ainda era bastante cedo e consegui levar o carro até às imediações da capela. Numa hora mais tardia isso seria impossível.
Visitei a capela. Não gostei de ver os "anexos" que foram construídos de ambos os lados. De um lado um grande coberto metálico, para abrigar os celebrantes das cerimónias religiosas. O altar já estava a mais tempo. Do outro uma construção em alumínio pareceu-me que dedicada à venda de recordações, talvez por parte da Comissão de Festas.
No interior já estavam dois andores, o de Nossa Senhora da luz e o de S. Marcos, que seriam o centro das atenções nas cerimónias religiosas.
Havia muita ente no interior da capela, curiosamente mais espanhóis do que portugueses. Todos faziam questão de tirar uma fotografia em frente ao andor de Nossa Senhora da Luz e eu limitei-me a fazer algumas de longe, para não perturbar muito.
Há algum tempo atrás a linha de fronteira marca os territórios para os feirantes espanhóis e para os portugueses. De um lado pagava-se com pesetas, do outro com escudos! Do lado português, como bons negociantes que somos, também se aceitavam pesetas, mas no lado espanhol não havia um procedimento semelhante. Hoje esta divisão dos feirantes não é tão notória e paga-se tudo em euros.
Havia de tudo à venda! reparei nas fruteiras e no bacalhau por parte dos portugueses e nas navalhas e presunto do lado espanhol. Não faltava calçado, roupa e barracas com comes e bebes. Muitos dos romeiros lavaram merenda. Preparavam-se par estender uma manta no chão comer a deliciosa merenda à sombra das muitas árvores que existem no monte em redor.
Subi ao ponto mais alto onde existe um marco geodésico. Há marcos de marcam a linha de fronteira, que se perdem na distância.É um bom miradouro este.
Não fiquei para as cerimónias religiosas. Aproveitei para seguir para Constantim onde fiz algumas fotografias pelas ruas e segui depois para o Nazo.
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9 de maio de 2014
19 de fevereiro de 2014
Sabores Mirandeses 2014
O festival Sabores Mirandeses que se realizou em Miranda do Douro nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro foi uma boa desculpa para passar estes dias no concelho, embora não fosse necessário, porque o concelho já oferece motivos mais que suficientes para me cativar, mesmo sem festival.
À volta dos sabores desenvolvem-se uma série de atividades que atraem muita gente e mostram o grande potencial que o concelho tem.
No campo da gastronomia, o festival é a maior montra do que de melhor se produz no concelho. Este foi a XIII realização do evento. Ao longo dos anos muitas cozinhas tradicionais foram aprimorando a arte de fazer fumeiro e muitas mãos habilidosas tornaram cada vez melhores um conjunto de doces e bolos que também são imagens de marca.
Na área do artesanato também não faltam bons produtos, únicos, como a capa de honras mirandesa ou as cortantes navalhas e faças que se fabricam em vários locais do concelho.
A animação musical não tem necessidade de recorrer a grupos exteriores ao concelho, porque há um bom leque de grupos de Pauliteiros e Pauliteiras e estão a constituir-se novos grupos que tocam instrumentos tradicionais, muitos deles já com CD's editados. A juntar a tudo isto a TVI realizou a partir de Miranda do Douro o programa Somos Portugal, em direto, das 14 às 20 horas de domingo.
Não me foi possível acompanhar a maior parte das iniciativas mas passei muito tempo no Pavilhão Multiusos, fotografando e saboreando alguns dos petiscos que se encontravam à venda.
No dia 15 realizou-se ao I Concurso de Tabafeia Mirandesa. Tabafeia é o nome dado à alheira em Miranda do Douro. Com este concurso nota-se uma preocupação da Câmara Municipal e da Associação Sabores de Miranda neste produto. O processo de certificação já foi iniciado e este concurso foi mais um passo para concentrar atenções no produto. Apresentaram-se 10 concorrentes que foram apreciadas por um leque de três provadores, que selecionaram as 3 melhores Tabafeias. Gostos não se discutem, mas a verdade é a de que a atribuição dos prémios se refletiu nas vendas. Os três produtores vencedores conseguiram vender todo o stock com grande rapidez.
Durante o dia apresentaram-se dois grupos de Pauliteiros, os de Sendim e os de Palaçoulo.
À noite atuou a Banda Filarmónica Mirandesa, cada vez mais jovem e alegre e o grupo Lenga Lenga. Estive sem ouvir os Lenga Lenga até ao ano passado, mas agora já tive o prazer de os ouvir e ver 3 vezes. Gosto muito da música tradicional. A flauta pastoril é o instrumento que mais admiro e o grupo faz bom uso deste instrumento.
O movimento na feira também aumentou bastante com a chegada dos participantes no Passeio TT e da Montaria ao Javali realizada no termo de Vila Chã de Braciosa, onde foram abatidos 4 javalis.
O domingo amanheceu mais luminoso e sem chuva, o que permitiu um largo passeio pelos arredores da cidade em busca das amendoeiras em flor.
Ao início da tarde começou a transmissão em direto pela TVI do programa Somos Portugal. Não sou apreciador do tipo de música que o programa apresenta e os apresentadores têm cada vez uma linguagem mais ordinária. Por vezes dão até uma imagens distorcida do concelho, ridicularizando os entrevistados e gozando com os produtos. Não posso é negar que estes programas atraem muitas pessoas!
Uma curta passagem pelo Largo D. João III fez-me perder algumas atividades como o II Concurso de Mel do Planalto Mirandês e o I Concurso de Bola Doce Mirandesa. No Pavilhão atuaram também o Coro da Universidade Sénior de Miranda do Douro, Ls Mirandum e Varibombos Lérias.
O espaço estava a abarrotar de gente e as vendas ocorriam a bom ritmo. Já no dia 15 vi algumas bancas praticamente vazias, porque tinham vendido todos os seus produtos.
Quase no final da feira atuaram os Pauliteiros de Malhadas.
Os participantes na Montaria ao Javali, ocorrida durante a manhã em Paradela não fizeram o gosto ao dia e não abateram nenhum animal. Os participantes no no passeio BTT tiveram sorte com o tempo, mas sei bem como são os caminhos do concelho quando estão encharcados.
Quanto à atividade VI Rota das Arribas do Douro, nem sei de que constou! Não me lembro de ver nenhum cartaz... seria um passeio pedestre?
Não fiz nenhuma refeição no recinto do festival. Só depois de muito procurar e que fui informado que o dia 14 foi o Dia do Fumeiro, o dia 15 o Dia do Cordeiro Mirandês e dia 16 o Dia da Vitela Mirandesa. Realmente estava no programa, mas passou-me despercebido. Não me parece que o certame atraia visitantes para comerem no recinto. Claro que os participantes nas batidas, provas de TT, de BTT, e expositores já são muita gente, mas não é destes que estou a falar. Pode ser uma estratégia para que os visitantes se distribuam pelos restaurantes da cidade, mas parece-me uma má opção.
Acho que no recinto da feira devia haver mais alternativas paras as pessoas provarem os bons pratos mirandeses, fossem eles de cordeiro, de vitela ou outro.
O Festival Sabores Mirandeses foi um excelente ponto de encontro, para rever amigos, uma mostra excecional do fumeiro, doçaria, cutelaria, mel, frutos secos e outros produtos dos do concelho. Compradores não faltaram e, pelos comentários que ouvi, as vendas correram muito bem.
Nos próximos dias não vão faltar Sabores Mirandeses aqui em casa.
À volta dos sabores desenvolvem-se uma série de atividades que atraem muita gente e mostram o grande potencial que o concelho tem.
No campo da gastronomia, o festival é a maior montra do que de melhor se produz no concelho. Este foi a XIII realização do evento. Ao longo dos anos muitas cozinhas tradicionais foram aprimorando a arte de fazer fumeiro e muitas mãos habilidosas tornaram cada vez melhores um conjunto de doces e bolos que também são imagens de marca.
Na área do artesanato também não faltam bons produtos, únicos, como a capa de honras mirandesa ou as cortantes navalhas e faças que se fabricam em vários locais do concelho.
A animação musical não tem necessidade de recorrer a grupos exteriores ao concelho, porque há um bom leque de grupos de Pauliteiros e Pauliteiras e estão a constituir-se novos grupos que tocam instrumentos tradicionais, muitos deles já com CD's editados. A juntar a tudo isto a TVI realizou a partir de Miranda do Douro o programa Somos Portugal, em direto, das 14 às 20 horas de domingo.
Não me foi possível acompanhar a maior parte das iniciativas mas passei muito tempo no Pavilhão Multiusos, fotografando e saboreando alguns dos petiscos que se encontravam à venda.
No dia 15 realizou-se ao I Concurso de Tabafeia Mirandesa. Tabafeia é o nome dado à alheira em Miranda do Douro. Com este concurso nota-se uma preocupação da Câmara Municipal e da Associação Sabores de Miranda neste produto. O processo de certificação já foi iniciado e este concurso foi mais um passo para concentrar atenções no produto. Apresentaram-se 10 concorrentes que foram apreciadas por um leque de três provadores, que selecionaram as 3 melhores Tabafeias. Gostos não se discutem, mas a verdade é a de que a atribuição dos prémios se refletiu nas vendas. Os três produtores vencedores conseguiram vender todo o stock com grande rapidez.
Durante o dia apresentaram-se dois grupos de Pauliteiros, os de Sendim e os de Palaçoulo.
À noite atuou a Banda Filarmónica Mirandesa, cada vez mais jovem e alegre e o grupo Lenga Lenga. Estive sem ouvir os Lenga Lenga até ao ano passado, mas agora já tive o prazer de os ouvir e ver 3 vezes. Gosto muito da música tradicional. A flauta pastoril é o instrumento que mais admiro e o grupo faz bom uso deste instrumento.
O movimento na feira também aumentou bastante com a chegada dos participantes no Passeio TT e da Montaria ao Javali realizada no termo de Vila Chã de Braciosa, onde foram abatidos 4 javalis.
O domingo amanheceu mais luminoso e sem chuva, o que permitiu um largo passeio pelos arredores da cidade em busca das amendoeiras em flor.
Ao início da tarde começou a transmissão em direto pela TVI do programa Somos Portugal. Não sou apreciador do tipo de música que o programa apresenta e os apresentadores têm cada vez uma linguagem mais ordinária. Por vezes dão até uma imagens distorcida do concelho, ridicularizando os entrevistados e gozando com os produtos. Não posso é negar que estes programas atraem muitas pessoas!
Uma curta passagem pelo Largo D. João III fez-me perder algumas atividades como o II Concurso de Mel do Planalto Mirandês e o I Concurso de Bola Doce Mirandesa. No Pavilhão atuaram também o Coro da Universidade Sénior de Miranda do Douro, Ls Mirandum e Varibombos Lérias.
O espaço estava a abarrotar de gente e as vendas ocorriam a bom ritmo. Já no dia 15 vi algumas bancas praticamente vazias, porque tinham vendido todos os seus produtos.
Quase no final da feira atuaram os Pauliteiros de Malhadas.
Os participantes na Montaria ao Javali, ocorrida durante a manhã em Paradela não fizeram o gosto ao dia e não abateram nenhum animal. Os participantes no no passeio BTT tiveram sorte com o tempo, mas sei bem como são os caminhos do concelho quando estão encharcados.
Quanto à atividade VI Rota das Arribas do Douro, nem sei de que constou! Não me lembro de ver nenhum cartaz... seria um passeio pedestre?
Não fiz nenhuma refeição no recinto do festival. Só depois de muito procurar e que fui informado que o dia 14 foi o Dia do Fumeiro, o dia 15 o Dia do Cordeiro Mirandês e dia 16 o Dia da Vitela Mirandesa. Realmente estava no programa, mas passou-me despercebido. Não me parece que o certame atraia visitantes para comerem no recinto. Claro que os participantes nas batidas, provas de TT, de BTT, e expositores já são muita gente, mas não é destes que estou a falar. Pode ser uma estratégia para que os visitantes se distribuam pelos restaurantes da cidade, mas parece-me uma má opção.
Acho que no recinto da feira devia haver mais alternativas paras as pessoas provarem os bons pratos mirandeses, fossem eles de cordeiro, de vitela ou outro.
O Festival Sabores Mirandeses foi um excelente ponto de encontro, para rever amigos, uma mostra excecional do fumeiro, doçaria, cutelaria, mel, frutos secos e outros produtos dos do concelho. Compradores não faltaram e, pelos comentários que ouvi, as vendas correram muito bem.
Nos próximos dias não vão faltar Sabores Mirandeses aqui em casa.
29 de setembro de 2013
Festas de Miranda - Fotografias I
Conjunto de fotografias da procissão das festas em honra de Santa Bárbara, dia 18 de Agosto, em Miranda do Douro.
26 de setembro de 2013
Festas de Miranda
Já há algum tempo que não passava vários dias seguidos em Miranda, mas este verão, por altura das festas de de S. Bárbara, gozei do prazer de passar alguns dias na cidade. Pensei os dias ao pormenor, porque atividades não faltavam, em Miranda, em Sendim e noutras localidades em redor, mas os planos são isso mesmo, planos, e acabaram por não ser cumpridos. Tanta atividade acaba por saturar e faz falta alguma tranquilidade e isso é coisa que não falta no Planalto Mirandês.
Apanhei os últimos dias da feira FamiDouro. O que eu gostava de ver era a atuação dos grupos, mas ela acontecia tão cedo que até isso tive dificuldade em acompanhar.
No que toca à feira, pareceu-me muito bem organizada e com muita variedade de coisas para comprar. Como sempre dei especial importância aos feirantes do concelho de Miranda, mas as novidades são cada vez menos.
Estava nos meus planos comparecer no concerto do Rui Veloso, mas senti-me tão cansado que até isso acabei por falhar. E gosto mesmo da música do Rui.
No dia 18 tiveram lugar as cerimónias religiosas e a festa terminou com um espetáculo pirotécnico como há muito não se via.
A procissão com variados andores pelas principais ruas intramuros é o acontecimento mais marcante. Este ano o Menino Jesus da Cartolinha vestido com farda de bombeiro arrancou aos crentes uma grande salva de palmas. O sofrimento de ver ir a enterrar um filho da terra bombeiro, ainda há pouco tempo tornou a população mais sensível. Daí para cá já se realizou o funeral de mais um bombeiro.
à noite o recinto do castelo animou-se para a festa. Novos e velhos ensaiaram passos de dança ao ritmo quente da banda presente.
Depois da meia noite teve lugar o fogo de artifício. A multidão acomodou-se nas imediações do castelo com os olhos voltados para o Parque Urbano do Fresno. Soltaram-se os foguetes, os assobios e as as palmas. O salva final de um barulho ensurdecedor ecoou pelas arribas tempo sem fim, para jusante e para montante.
Mal se fez silêncio os carros começaram a abandonar a cidade a um ritmo alucinante até que tudo voltou à paz habitual de Miranda mal o transito se escoou.
Apanhei os últimos dias da feira FamiDouro. O que eu gostava de ver era a atuação dos grupos, mas ela acontecia tão cedo que até isso tive dificuldade em acompanhar.
No que toca à feira, pareceu-me muito bem organizada e com muita variedade de coisas para comprar. Como sempre dei especial importância aos feirantes do concelho de Miranda, mas as novidades são cada vez menos.
Estava nos meus planos comparecer no concerto do Rui Veloso, mas senti-me tão cansado que até isso acabei por falhar. E gosto mesmo da música do Rui.
No dia 18 tiveram lugar as cerimónias religiosas e a festa terminou com um espetáculo pirotécnico como há muito não se via.
A procissão com variados andores pelas principais ruas intramuros é o acontecimento mais marcante. Este ano o Menino Jesus da Cartolinha vestido com farda de bombeiro arrancou aos crentes uma grande salva de palmas. O sofrimento de ver ir a enterrar um filho da terra bombeiro, ainda há pouco tempo tornou a população mais sensível. Daí para cá já se realizou o funeral de mais um bombeiro.
à noite o recinto do castelo animou-se para a festa. Novos e velhos ensaiaram passos de dança ao ritmo quente da banda presente.
Depois da meia noite teve lugar o fogo de artifício. A multidão acomodou-se nas imediações do castelo com os olhos voltados para o Parque Urbano do Fresno. Soltaram-se os foguetes, os assobios e as as palmas. O salva final de um barulho ensurdecedor ecoou pelas arribas tempo sem fim, para jusante e para montante.
Mal se fez silêncio os carros começaram a abandonar a cidade a um ritmo alucinante até que tudo voltou à paz habitual de Miranda mal o transito se escoou.
9 de setembro de 2013
Miranda do Douro - Fogo de Artifício
Fogo de Artifício das festas em honra de Santa Bárbara, em Miranda do Douro.
18.08.2013
8 de setembro de 2013
VI Encontro de Bloguers do Planalto Mirandês
Com tanta coisa a acontecer durante o mês de agosto não foi fácil estar no VI Encontro de Bloguers do Planalto Mirandês. Já tive intenção de ir em edições anteriores e faltei, por isso, juntei várias atividades para o fim de semana e fiz a minha inscrição à última hora.
A minha ligação pessoal com os bloguers do planalto não forte. Conheço alguns, mas quase não acompanho os blogues, por falta de tempo, mas também porque não domino a língua mirandesa, que é aquela em que a maior parte se exprime no concelho de Miranda do Douro e arredores. No entanto, cada um à sua maneira, partilhamos muitos dos gostos, das preocupações, dos sentimentos em relação à terra e isso já é razão mais do que suficiente para eu querer estar presente.
De tal maneira estava entusiasmado que fui o primeiro a chegar ao Centro de Música Tradicional Sons da Terra, em Sendim, ponto de encontro intermédio antes de chegarmos a Bemposta. Foi bom assim, porque tive oportunidade de fazer uma visita guiada mais pormenorizada (agradeço ao Mário Correia).
Foi muito interessante verificar o trabalho desenvolvido mas também apreciar o acervo do próprio centro. Constitui um ponto de referência no campo da música tradicional e já um centro de memória, quer de pessoas, quer de sons. E como a música é uma linguagem universal cabem lá outros sons, de vários locais do mundo, com especial destaque para os da raia, porque é como Mário Correia diz "eles (espanhóis) sabem mais da nossa música do que nós da deles".
Chegaram mais pessoas, umas minhas conhecidas, outras não, entre as quais o Leonel Brito, amigo bloguer do Farrapos da Memória, de Torre de Moncorvo. Afinal não estava lá para o encontro, mas para visitar o centro.
De Sendim partimos para Bemposta, no concelho de Mogadouro, onde iria decorrer o encontro. Curiosamente a aldeia de Bemposta foi das últimas aldeias do concelho de Mogadouro que visitei, ainda há pouco tempo atrás, por isso estava com vontade de complementar a recolha fotográfica que fiz nessa altura.
À chegada a Bemposta já estava um bom número de pessoas à espera, acompanhados pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia que nos deu as boas vindas e nos acompanhou pela aldeia.
O ambiente era de boa disposição; a maior parte das pessoas já são amigas. À exceção de mim e de mais duas ou três, todos tinham participado em encontros anteriores.
Com mais de uma hora de atraso começámos a visita aos pontos mais importantes da aldeia.
A capela do Santo Cristo foi-nos apresentada pelo Sr. Padre Bento Pires, que se encontrava no local no final de uma celebração. Os frescos descobertos por detrás do reboco são fantásticos mereceriam maior atenção se tivéssemos entidades mais responsáveis na área do património. Quem conhece a capela de Nossa Senhora da Teixeira, perto de Torre de Moncorvo, e acompanha o que se está a passar lá, não tem muita esperança numa possível recuperação da capela de Santo Cristo.
Percorremos as principais ruas da aldeia com paragens junto aos monumentos e elementos de maior relevância: Solar dos Marcos, Capela de S. Sebastião, Igreja Matriz, Capela de Sta Bárbara, restos das muralhas do castelo, brasões da aldeia, pelourinho, etc. Felizmente tínhamos connosco um conjunto de pessoas da terra com profundos conhecimentos, incluindo históricos: Presidente da Junta, António Cangueiro e José Maria Curralo. Até tivemos direito a mata-bicho em casa de António Cangueiro, um edifício com uma bonita traça, recuperado com bom gosto. Obrigado.
Já conhecia a maior parte dos locais, mas visitá-los com tão ilustres anfitriões deu-nos o privilégio de ouvirmos histórias das suas vivência e de curiosidades que, doutra forma, nunca chegaríamos a saber.
Uma das maiores surpresas (para além do mata-bicho) foi o aparecimento do famosos chocalheiro de Bemposta. Foi a primeira vez que o vi. É uma figura que merece alguma atenção e fotografias aqui no blogue, mas isso ficará para outra altura.
Já perto das duas da tarde descemos junto do Douro para o almoço. As mesas distribuídas à sombra dos choupos levou à criação de pequenos grupos. Na minha mesa estavam pessoas de Genísio, Cicouro, S. Martinho de Angueira e um grupo de espanhóis. Da ementa, completa e equilibrada, temperada com um bom vinho, destaco uma das iguarias da entrada: orelha de porco.
Durante a refeição tocou o telemóvel de um dos mordomos, era, nem mais nem menos, Amadeu Ferreira, sendinês apreciado por todos, mentor destes encontros, a atravessar um momento difícil. O telefonema trouxe mais alegria ao grupo.
Terminada a refeição, que teve a presença de um representante da autarquia Mogadourense (João Henriques), regressámos à aldeia, mais concretamente à Junta de Freguesia para vermos uma apresentação eletrónica sobre a história da aldeia, apresentada e comentada por um seu profundo conhecedor, José Carlos. Só foi pena que estivesse um calor intenso, porque seria um bom momento para o grupo conversar.
Foram apresentados os nomes das três pessoas, mordomos, que tratarão de organizar o encontro do próximo ano: Adelaide Monteiro, Teresa Almeida e Tiégui Alves.
Entregues algumas lembranças do encontro, grande parte dos participantes despediu-se, mas um grupo aproveitou para visitar a Capela de S. Sebastião, porque, entretanto, tinham conseguido a chave. Na paz do seu interior foram lidos poemas do livro "Ars Vivendi, Ars Moriendi” de Fracisco Niebro, poesia de alta qualidade como o próprio irmão do autor Manuel Ferreira reconheceu.
E foi com a língua mirandesa que terminou este encontro, com poesia, a que se eleva das paisagens ressequidas do verão no planalto e que fazem destas terras, terras de encantamento, onde a simples contemplação da linha do horizonte acalma a alma dos que por aqui vem e dos que por cá passam.
Como balanço, foi muito positiva a minha participação neste encontro. Fui bem recebido, senti-me bem, apesar de não conhecer a maior parte das pessoas e de não ter estado em nenhum dos encontros anteriores.
Ao que me pude aperceber, a origem destes encontros tem muito a ver com a língua mirandesa e é um dos elementos que mais une os participantes. Se a ideia é estender o encontro a bloguers (e porque não fotógrafos?) de todos o Planalto Mirandês o grupo terá que ser mais aberto, ou nem todos se sentirão bem nele.
Espero puder estar presente no próximo ano. Até lá... muitas vezes nos vamos cruzar nas estradas do planalto.
A minha ligação pessoal com os bloguers do planalto não forte. Conheço alguns, mas quase não acompanho os blogues, por falta de tempo, mas também porque não domino a língua mirandesa, que é aquela em que a maior parte se exprime no concelho de Miranda do Douro e arredores. No entanto, cada um à sua maneira, partilhamos muitos dos gostos, das preocupações, dos sentimentos em relação à terra e isso já é razão mais do que suficiente para eu querer estar presente.
De tal maneira estava entusiasmado que fui o primeiro a chegar ao Centro de Música Tradicional Sons da Terra, em Sendim, ponto de encontro intermédio antes de chegarmos a Bemposta. Foi bom assim, porque tive oportunidade de fazer uma visita guiada mais pormenorizada (agradeço ao Mário Correia).
Foi muito interessante verificar o trabalho desenvolvido mas também apreciar o acervo do próprio centro. Constitui um ponto de referência no campo da música tradicional e já um centro de memória, quer de pessoas, quer de sons. E como a música é uma linguagem universal cabem lá outros sons, de vários locais do mundo, com especial destaque para os da raia, porque é como Mário Correia diz "eles (espanhóis) sabem mais da nossa música do que nós da deles".
Chegaram mais pessoas, umas minhas conhecidas, outras não, entre as quais o Leonel Brito, amigo bloguer do Farrapos da Memória, de Torre de Moncorvo. Afinal não estava lá para o encontro, mas para visitar o centro.
De Sendim partimos para Bemposta, no concelho de Mogadouro, onde iria decorrer o encontro. Curiosamente a aldeia de Bemposta foi das últimas aldeias do concelho de Mogadouro que visitei, ainda há pouco tempo atrás, por isso estava com vontade de complementar a recolha fotográfica que fiz nessa altura.
À chegada a Bemposta já estava um bom número de pessoas à espera, acompanhados pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia que nos deu as boas vindas e nos acompanhou pela aldeia.
O ambiente era de boa disposição; a maior parte das pessoas já são amigas. À exceção de mim e de mais duas ou três, todos tinham participado em encontros anteriores.
Com mais de uma hora de atraso começámos a visita aos pontos mais importantes da aldeia.
A capela do Santo Cristo foi-nos apresentada pelo Sr. Padre Bento Pires, que se encontrava no local no final de uma celebração. Os frescos descobertos por detrás do reboco são fantásticos mereceriam maior atenção se tivéssemos entidades mais responsáveis na área do património. Quem conhece a capela de Nossa Senhora da Teixeira, perto de Torre de Moncorvo, e acompanha o que se está a passar lá, não tem muita esperança numa possível recuperação da capela de Santo Cristo.
Percorremos as principais ruas da aldeia com paragens junto aos monumentos e elementos de maior relevância: Solar dos Marcos, Capela de S. Sebastião, Igreja Matriz, Capela de Sta Bárbara, restos das muralhas do castelo, brasões da aldeia, pelourinho, etc. Felizmente tínhamos connosco um conjunto de pessoas da terra com profundos conhecimentos, incluindo históricos: Presidente da Junta, António Cangueiro e José Maria Curralo. Até tivemos direito a mata-bicho em casa de António Cangueiro, um edifício com uma bonita traça, recuperado com bom gosto. Obrigado.
Já conhecia a maior parte dos locais, mas visitá-los com tão ilustres anfitriões deu-nos o privilégio de ouvirmos histórias das suas vivência e de curiosidades que, doutra forma, nunca chegaríamos a saber.
Uma das maiores surpresas (para além do mata-bicho) foi o aparecimento do famosos chocalheiro de Bemposta. Foi a primeira vez que o vi. É uma figura que merece alguma atenção e fotografias aqui no blogue, mas isso ficará para outra altura.
Já perto das duas da tarde descemos junto do Douro para o almoço. As mesas distribuídas à sombra dos choupos levou à criação de pequenos grupos. Na minha mesa estavam pessoas de Genísio, Cicouro, S. Martinho de Angueira e um grupo de espanhóis. Da ementa, completa e equilibrada, temperada com um bom vinho, destaco uma das iguarias da entrada: orelha de porco.
Durante a refeição tocou o telemóvel de um dos mordomos, era, nem mais nem menos, Amadeu Ferreira, sendinês apreciado por todos, mentor destes encontros, a atravessar um momento difícil. O telefonema trouxe mais alegria ao grupo.
Terminada a refeição, que teve a presença de um representante da autarquia Mogadourense (João Henriques), regressámos à aldeia, mais concretamente à Junta de Freguesia para vermos uma apresentação eletrónica sobre a história da aldeia, apresentada e comentada por um seu profundo conhecedor, José Carlos. Só foi pena que estivesse um calor intenso, porque seria um bom momento para o grupo conversar.
Foram apresentados os nomes das três pessoas, mordomos, que tratarão de organizar o encontro do próximo ano: Adelaide Monteiro, Teresa Almeida e Tiégui Alves.
Entregues algumas lembranças do encontro, grande parte dos participantes despediu-se, mas um grupo aproveitou para visitar a Capela de S. Sebastião, porque, entretanto, tinham conseguido a chave. Na paz do seu interior foram lidos poemas do livro "Ars Vivendi, Ars Moriendi” de Fracisco Niebro, poesia de alta qualidade como o próprio irmão do autor Manuel Ferreira reconheceu.
E foi com a língua mirandesa que terminou este encontro, com poesia, a que se eleva das paisagens ressequidas do verão no planalto e que fazem destas terras, terras de encantamento, onde a simples contemplação da linha do horizonte acalma a alma dos que por aqui vem e dos que por cá passam.
Como balanço, foi muito positiva a minha participação neste encontro. Fui bem recebido, senti-me bem, apesar de não conhecer a maior parte das pessoas e de não ter estado em nenhum dos encontros anteriores.
Ao que me pude aperceber, a origem destes encontros tem muito a ver com a língua mirandesa e é um dos elementos que mais une os participantes. Se a ideia é estender o encontro a bloguers (e porque não fotógrafos?) de todos o Planalto Mirandês o grupo terá que ser mais aberto, ou nem todos se sentirão bem nele.
Espero puder estar presente no próximo ano. Até lá... muitas vezes nos vamos cruzar nas estradas do planalto.
6 de setembro de 2013
14º Festival Intercéltico de Sendim (02)
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| Pauliteiros de Sendim |
O festival foi organizado pela Associação de Pauliteiros de Sendim e da comissão de Festas de Santa Bárbara.
O espetáculo iniciou-se com uma homenagem a alguns pessoas de Sendim, entre as quais o jovem
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| Pauliteiras de Sendim |
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| Pauliteiros de Sendim |
Atuaram os grupos de Pauliteiros de Palaçoulo, Duas Igrejas e Sendim. Este último apresentou-se com dois grupos, um masculino outro feminino. Os representantes internacionais foram o Danza del Paloteo - Cañizal (Bermillo de Sayago/Espanha) e Danza y el Paloteo de Ampudia (Palencia/ Espanha).
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| Danza y el Paloteo de Ampudia (Palencia/Espanha |
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| Danza del Paloteo - Cañizal (Bermillo de Sayago/Espanha) |
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| Troféu do II Encontro Ibérico de Pauliteiros |
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