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19 de fevereiro de 2014

Sabores Mirandeses 2014

O festival Sabores Mirandeses que se realizou em Miranda do Douro nos dias 14, 15 e 16 de fevereiro foi uma boa desculpa para passar estes dias no concelho, embora não fosse necessário, porque o concelho já oferece motivos mais que suficientes para me cativar, mesmo sem festival.
À volta dos sabores desenvolvem-se uma série de atividades que atraem muita gente e mostram o grande potencial que o concelho tem.
No campo da gastronomia, o festival é a maior montra do que de melhor se produz no concelho. Este foi a XIII realização do evento. Ao longo dos anos muitas cozinhas tradicionais foram aprimorando a arte de fazer fumeiro e muitas mãos habilidosas tornaram cada vez melhores um conjunto de doces e bolos que também são imagens de marca.
Na área do artesanato também não faltam bons produtos, únicos, como a capa de honras mirandesa ou as cortantes navalhas e faças que se fabricam em vários locais do concelho.
A animação musical não tem necessidade de recorrer a grupos exteriores ao concelho, porque há um bom leque de grupos de Pauliteiros e Pauliteiras e estão a constituir-se novos grupos que tocam instrumentos tradicionais, muitos deles já com CD's editados. A juntar a tudo isto a TVI realizou a partir de Miranda do Douro o programa Somos Portugal, em direto, das 14 às 20 horas de domingo.
Não me foi possível acompanhar a maior parte das iniciativas mas passei muito tempo no Pavilhão Multiusos, fotografando e saboreando alguns dos petiscos que se encontravam à venda.
No dia 15 realizou-se ao I Concurso de Tabafeia Mirandesa. Tabafeia é o nome dado à alheira em Miranda do Douro. Com este concurso nota-se uma preocupação da Câmara Municipal e da Associação Sabores de Miranda neste produto. O processo de certificação já foi iniciado e este concurso foi mais um passo para concentrar atenções no produto. Apresentaram-se 10 concorrentes que foram apreciadas por um leque de três provadores, que selecionaram as 3 melhores Tabafeias.  Gostos não se discutem, mas a verdade é a de que a atribuição dos prémios se refletiu nas vendas. Os três produtores vencedores conseguiram vender todo o stock com grande rapidez.
Durante o dia apresentaram-se dois grupos de Pauliteiros, os de Sendim e os de Palaçoulo.
À noite atuou a Banda Filarmónica Mirandesa, cada vez mais jovem e alegre e o grupo Lenga Lenga. Estive sem ouvir os Lenga Lenga até ao ano passado, mas agora já tive o prazer de os ouvir  e ver 3 vezes. Gosto muito da música tradicional. A flauta pastoril é o instrumento que mais admiro e o grupo faz bom uso deste instrumento.
O movimento na feira também aumentou bastante com a chegada dos participantes no Passeio TT e da Montaria ao Javali realizada no termo de Vila Chã de Braciosa, onde foram abatidos 4 javalis.
O domingo amanheceu mais luminoso e sem chuva, o que permitiu um largo passeio pelos arredores da cidade em busca das amendoeiras em flor.
Ao início da tarde começou a transmissão em direto pela TVI do programa Somos Portugal. Não sou apreciador do tipo de música que o programa apresenta e os apresentadores têm cada vez uma linguagem mais ordinária. Por vezes dão até uma imagens distorcida do concelho, ridicularizando os entrevistados e gozando com os produtos. Não posso é negar que estes programas atraem muitas pessoas!
 Uma curta passagem pelo Largo D. João III fez-me perder algumas atividades como o II Concurso de Mel do Planalto Mirandês e o I Concurso de Bola Doce Mirandesa. No Pavilhão atuaram também o Coro da Universidade Sénior de Miranda do Douro, Ls Mirandum e Varibombos Lérias.
O espaço estava a abarrotar de gente e as vendas ocorriam a bom ritmo. Já no dia 15 vi algumas bancas praticamente vazias, porque tinham vendido todos os seus produtos.
Quase no final da feira atuaram os Pauliteiros de Malhadas.
Os participantes na Montaria ao Javali, ocorrida durante a manhã em Paradela não fizeram o gosto ao dia e  não abateram nenhum animal. Os participantes no no passeio BTT tiveram sorte com o tempo, mas sei bem como são os caminhos do concelho quando estão encharcados.
Quanto à atividade VI Rota das Arribas do Douro, nem sei de que constou! Não me lembro de ver nenhum cartaz... seria um passeio pedestre?
Não fiz nenhuma refeição no recinto do festival. Só depois de muito procurar e que fui informado que o dia 14 foi o Dia do Fumeiro, o dia 15 o Dia do Cordeiro Mirandês e dia 16 o Dia da Vitela Mirandesa. Realmente estava no programa, mas passou-me despercebido. Não me parece que o certame atraia visitantes para comerem no recinto. Claro que os participantes nas batidas, provas de TT, de BTT, e expositores já são muita gente, mas não é destes que estou a falar. Pode ser uma estratégia para que os visitantes se distribuam pelos restaurantes da cidade, mas parece-me uma má opção.
 Acho que no recinto da feira devia haver mais alternativas paras as pessoas provarem os bons pratos mirandeses, fossem eles de cordeiro, de vitela ou outro.
O Festival Sabores Mirandeses foi um excelente ponto de encontro, para rever amigos, uma mostra excecional do fumeiro, doçaria, cutelaria, mel, frutos secos e outros produtos dos do concelho. Compradores não faltaram e, pelos comentários que ouvi, as vendas correram muito bem.
Nos próximos dias não vão faltar Sabores Mirandeses aqui em casa.

21 de março de 2013

14ª edição do Festival de Sabores Mirandeses

Superou as expectativas a 14ª edição do Festival de Sabores Mirandeses.
A câmara municipal ainda não tem números oficiais de visitantes mas acredita que este ano a feira recebeu mais de 50 mil pessoas. 
O autarca local considera que esta é a prova de que os produtos regionais ainda mobilizam o interesse da população.“Vale a pena apostar nos produtos da terra e nos pequenos produtores”, refere Artur Nunes, acrescentando que “esta é uma forma de nós resolvermos alguns problemas de geração de rendimento, criação de riqueza e injetar dinheiro nos pequenos produtores”. Para Artur Nunes “esta feira foi um sucesso, nós ficámos surpreendidos com o aumento do número de visitantes em relação ao ano passado”.
Os expositores ficaram satisfeitos com a afluência ao pavilhão multiusos de Miranda do Douro porque isso lhes permitiu escoar o produto.“Correu espetacularmente bem pois vendi muito bem todo o fumeiro, especialmente as alheiras”, afirma Casimira Ginjo. “Todos os anos corre bem e este não é exceção pois esgotei quase tudo”, refere Alberto Marçal. Também para Filomena Antão, o balanço é positivo afirmando que “apesar de já ter passado o Carnaval e a época dos enchidos vendemos bastante bem e tivemos muitos visitantes”.
Um dos fatores que ajudou a ter casa cheia neste certame foi a presença da estação de televisão TVI que realizou em direto de Miranda do Douro o programa da tarde de ontem, Somos Portugal.

Fonte do texto: Rádio Brigantia




29 de agosto de 2012

L burro i l gueiteiro (3) 28 de julho

No dia 28 de junho as atividades do festival itinerante L Burro I L Gueitero  eram imensas. Agora já sediado em Aldeia Nova, repetiu uma manhã de oficinas. Algumas eram repetidas do dia 26, mas havia outras novas. É o caso da Construção de Origamis e As Aves do Vale do Douro.
Só cheguei a Aldeia Nova ao início da tarde, em hora de relaxamento. Aproveitei para dar um passeio pela aldeia, onde não estava já há algum tempo.
Já não cheguei a tempo de assistir ao Concerto na Curralada, por Jorge Ribeiro, mas foi muito interessante visitar uma casa típica e verificar como era a maneira de viver de outros tempos.
 No recinto onde estava instalado o palco do festival também havia algumas coisas para ver. No bar Burriqueiro não faltavam clientes e nas tendas vendiam-se recordações e alguns produtos regionais. Comprei alguns postais para a coleção que faço desde criança. Achei piada aos cinzeiros portáteis! Seria mais fácil não fumar, mas a ideia é interessante. 
Passeei pela aldeia e falei com alguns moradores. As pessoas do Planalto são, por norma, abertas e hospitaleiras. Com tanta gente a circular pelas ruas o ambiente era ainda mais propício à troca de dois dedos de conversa.
Distrai-me tanto que perdi a saída dos participantes em passeio de burro, desta vez entre Aldeia Nova e Pena Branca. Podia seguir a pé, tentando alcançá-los, conheço bem os caminhos, mas optei por ir de carro até Pena Branca e esperar pela sua chegada.
O grupo era ainda maior do que nos dias anteriores e fazia-se ouvir à distância. O som da gaita de foles mexe comigo e fez-me sentir emoções estranhas. Eram muitos os sons e as idades, com muitas crianças a participarem.
O que se pretendia em Pena Branca era fazer uma visita ao Centro de Acolhimento do Burro, uma espécie de lar de idosos para burros. Esta é a alternativa de vida para muitos animais que de outra forma acabariam abatidos para servirem de alimento para cães ou lançados pelas arribas para alimentar abutres. Há muitos animais, mas todos são bem tratados. São conhecidos pelos nomes e os tratadores sabem como cada um se comporta. Os primeiros exemplares com que a Associação começou a fazer os passeios, já aqui estão, é que o tempo não pára.
Tive também o prazer e foi mesmo um prazer, de ver atuar o grupo Coletivo das Facécias. Trata-se de um grupo de comediantes que faz pequenas cenas inspiradas nos jograis e trovadores da idade média. Tiveram imensa graça e não me importava de os ver mais vezes.
Os burros foram alimentados e o grupo partiu de regresso à base, Aldeia Nova. Eu, pela minha parte, aproveitei para revisitar locais que normalmente visito, de cada vez que vou a Miranda do Douro, Palancar e Malhadas.
À noite consegui convencer a família a acompanhar-me aos espetáculos em Aldeia Nova. O nome que me soava era Roncos do Diabo, mas havia mais a ouvir.
A noite estava fria, diria mesmo gelada. O ambiente estava animado, com muita gente do concelho, não participantes no festival, a assistir aos espetáculos.
O primeiro grupo a atuar foi o Quinteto Reis 84. Trata-se de um grupo da terra que sabe o que o povo gosta, que toca com prazer e que o consegue transmitir. Seguiu-se-lhe Terra Viva de João Pedro Marnoto, Charanga e Roncos do Diabo.
O meu leque de gostos musicais é bastante alargado mas o tempo em que o grupo Charanga esteve a atuar custou muito a passar. Pelo contrário, quando começou a atuação do grupo Roncos do Diabo o recinto ganhou vida e a festa parecia outra.
A noite já tinha passado do meio, quando regressei a Miranda.
Com esta terceira visita ao festival itinerante l burrro i l gueiteiro encerrei o meu acompanhamento do evento.
No dia 29 a festa continuou com um passeio de burro a São João das Arribas, local com uma beleza ímpar na região e em Portugal. À noite houve mais música, com a atuação do grupo do planalto Galandum Galundaina, que com a sua Associação integraram a organização do evento.

13 de agosto de 2012

L burro i l gueiteiro (1) 26 de julho

Concentração dos participantes
 A festival o l burro i l gueiteiro já vai na 10 edição. Organizado pela  Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino e pela Galandum Galundaina Associação Cultural, e tratando-se de um festival itinerante, mexe com  algumas aldeias do Planalto Mirandês, e esta 10ª edição prometia repetir o sucesso das anteriores.
Oficina de construção de Deltamboris
Apesar de eu ter alguma curiosidade, fotográfica, mas não só, não só nunca participei nem nunca estive perto, para sentir a pulsação do festival. Não é em qualquer lugar, nem para todos, mas é curioso em ver de perto o espírito que leva dezenas para não dizer centenas de pessoas a percorrerem a pé, ou de burro os caminhos do Planalto Mirandês, ao som de instrumentos tradicionais.
Oficina de Tratamento e Conservação de Palhetas
Os meus afazeres também não me deixavam participar este ano, mas, quis o destino que eu me deslocasse a Miranda do Douro nos dias em que se iniciou o festival! Depois de conversar com uma pessoa envolvida na organização optei por comparecer nalgumas atividades como espetador, para fazer algumas fotografias.
As aldeias "privilegiadas" na 10ª edição foram Paradela e Aldeia Nova, onde o grosso das atividades foram concentradas, realizar-se atividades esporádicas em aldeias vizinhas destas.
Oficina de Percussão
No dia 26 de julho, ao início da manhã já estava eu em Paradela. Os que chegaram à hora marcada podiam contar-se pelos dedos de uma mão! Não pude deixar de me recordar uma edição da Festa dada Aves, em Vila Chã da Braciosa, em que participei. É fácil de constatar que os participantes nestes eventos não são adeptos de relógios.
Oficina de Flora Recreativa
 Aproveitei a acalmia para tomar um café. Fiquei surpreendido por ainda haver dois cafés na aldeia.
Ao poucos foi-se juntando uma pequena multidão, com pessoas de varias idades e falando diversas línguas.
A organização preparava o salão para servir de cantina e na igreja matriz ensaiavam-se melodias de encantar.
Durante a manhã decorreu um vasto conjunto de oficinas. A minha ideia era circular e fazer o registo de todas mas não me foi possível. Mesmo assim, consegui cobrir um bom número de atividades.
Foi interessante verificar que todas as oficinas tiveram numerosas inscrições.
Oficina de Dança dos Pauliteiros
Na antiga escola primária funcionaram as oficinas: tratamento e conservação de palhetas e construção de tamboris. Ambas tinham a orienta-las músicos de grupos Mirandeses. O primeiro do grupo Lengalenga - Gaiteiros de Sendim e o segundo do grupo Galandum Galundaina.A primeira oficina destinava-se a gaiteiros, já conhecedores dos problemas das palhetas, já a segunda oficina juntou pessoas de diferentes idades, que transformaram uma lata de café em sonoros tamboris!
Oficina de Cantares Tradicionais
Na escola estavam expostos trabalhos realizados nalguma formação de adultos que houve na aldeia. Também havia expostas fotografias e trabalhos dos últimos alunos que fermentaram a escola, penso que com o Professor Vasco.
Num lameiro próximo funcionou uma oficina de percussão. Não sei se pela mestria do orientador (Sond' Art), se pelos conhecimentos prévios dos participantes, se pela facilidade em tocar a caixa, o bombo e o tamboril, o certo é que o grupo acertou, e fez sair dos instrumentos uma batucada agradável.
Gado de raça Mirandesa
Também gostei de ver a oficina de dança dos Pauliteiros. Foi necessária muita repetição e algumas pauladas nos dedos, para que o grupo ganhasse alguma sincronização. Os ensaiadores eram jovens, mas já com muita experiência (e paciência). Os aprendizes de "Pauliteiros" eram quase na totalidade mulheres. Ainda fiz uma rápida passagem na oficina de Arte e Natureza, Cantares Tradicionais e Flora Recreativa, mas havia muitas mais oficinas, espalhadas pela aldeia.
Igreja matriz de Paradela
Algumas vacas mirandesas que passaram ajudaram a pintar o quadro, só faltou mesmo ouvir o som gaita de foles a ecoar pela paisagem.
Já passava muito do meio dia quando abandonei Paradela. A tarde e a noite prometiam muita animação e música de qualidade. Fiquei com pena de não ouvir o grupo Chominciamento di Giota. Alguns minutos de ensaio a que assisti na igreja matriz de Paradela deram para perceber que a magia ia acontecer. Espero encontrar este grupo no futuro. Gosto de grupo Al Medievo, mas este é mais fácil de encontrar nas feiras e recriações medievais.

6 de junho de 2011

Ronda das Adegas, em Atenor

A Aldeia de Atenor realizou a Ronda das Adegas, nos dias 27 e 28 de Maio. Foi no dia 28 que tive oportunidade de me deslocar a Atenor para participar da dita ronda. Já há alguns anos que não visitava esta aldeia e, mesmo sem saber bem em que consistiria a dita Ronda das Adegas seria para mim um prazer percorrer de novo as ruas Atenor.
Quando cheguei, pouco depois do almoço, o movimento ainda era pouco. Apenas na antiga escola primária, transformada em bar e sede da Associação havia um grupo de pessoas.
Tomei um café e fui fazer uma visita ao simpáticos burros que ali passam grande parte do ano em completo repouso.
Quando voltei, já se notava a festa. Um grupo de gaiteiros animava a rua, trazendo aquele ar festivo que só a gaita de foles sabe dar.
Entrei na primeira porta que via aberta. Tratava-se de um perfeito museu rural com tudo que existia (e em parte ainda existe) numa casa do planalto mirandês. Demorei imenso tempo a apreciar alfaias agrícolas, a cozinha e o curral. Tratava-se da casa do Tiu Pedro. Aqui havia oficinas de fabrico de sabão e queijo.

A segunda paragem foi na oficina do pão, no forno da Ti Laurentina. Cheguei mesmo a tempo de ver sair uma fornada, e que bem que eles cheiravam.
A paragem seguinte foi numa adega... sim daquelas onde há vinho. Com bom vinho, queijo, azeitonas, chouriço, pimentos em vinagre e pão, a coisa prometia. Foram chegando pessoas conhecidas e a conversa animou. Bebi alguns copos (tive de comprar a caneca)e recordei com os presentes alguns dos lugares por onde já vivi e trabalhei no passado. É interessante como as adegas são bons locais para conversar. Não quero mentir, mas não sei se foi na Adega do Tiu Mário se na adega do Tiu Marina (ou se estive nas duas).
E foi na adega que passei a maior parte da tarde.
Mais tarde continuei o passeio por junto da igreja. Havia jogos tradicionais e tascas representantes de grupos musicais. Também sou grande apreciador da música mirandesa e aproveitei para comprar mais um CD, "La Caramontaína", do grupo Reberdegar.
Ainda tive tempo para entrar no curral onde se encontravam os animais para os passeios. Também aí havia uma exposição fotográfica sobre a "Mulher Rural".
Para terminar chegou um grupo de praticantes de paramotor (parapente com motor) que emprestaram um colorido interessante aos céus da aldeia.
Do programa ainda constavam mais actividades e nem sequer visitei todas as tascas e adegas, mas o tempo passou rapidamente.
Está de parabéns a organização deste evento e todos os que nele se envolveram. Dá gosto ver as aldeias animadas, sem complexos de mostrar o tradicional inovando, chamando gerações mais novas que acabam por se apaixonar pelo planalto e pelo seu estilo próprio de viver.
Espero voltar a Atenor, em próximas realizações deste evento.

25 de agosto de 2010

VIII Edição da Feira do Naso

Realiza-se a 4 de Setembro a VIII Edição da Feira do Naso e o Concurso Regional e Mostra de Exemplares da Raça Asinina de Miranda, na aldeia de Póvoa, Miranda do Douro. A organização é da AEPGA - Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino. A entrada é livre.
"A VIII Edição pretende-se afirmar, mais uma vez, como uma iniciativa revitalizadora de antigas tradições e promover a única Raça de Asininos reconhecida em Portugal – Raça Asinina de Miranda. Do programa da Feira faz parte a tradicional gincana de burros, o desfile de burros ornamentados com antigos artefactos, um concurso para eleger os melhores exemplares da raça e um almoço convívio, com a presença dos gaiteiros da região", explicam os organizadores.
"Apesar de termos assistido a um aumento bastante significativo do número de nascimentos desde a I Edição da Feira do Naso e de haver uma maior motivação dos criadores do solar da raça para a reprodução das suas burras, contribuindo para o rejuvenescimento da população existente, a situação actual da Raça Asinina de Miranda ainda continua a ser preocupante, sendo considerada uma raça muita ameaçada pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Pescas. Nesse sentido, estas feiras constituem excelentes oportunidades para captar a atenção dos mais jovens e sensibilizar criadores e interessados, para a importância da preservação deste património genético, ecológico e cultural que representa a Raça Asinina de Miranda", acrescentam.

Contactos:
Telef: 273.739.307
Telem: 96.615.11.31 ou 96.005.07.22
Email: burranco@gmail.com

Fonte: Público

28 de junho de 2010

Feira Medieval - dia 30 de Maio

O dia 30 de Maio, último dos três dias de Feira Medieval em Miranda do Douro, não foi tão recheado de acontecimentos, também porque tive que partir antes de anoitecer, não tendo tempo para acompanhar todo o programa.
Pelas onze horas estava eu junto à de Miranda do Douro, onde se celebrou uma Missa Medieval. Imaginei coisas, do tipo de a missa ser em latim… mas foi bastante “normal”. Sem perturbar muito consegui aproximar-me do altar da cerebração. Apesar de ser um católico pouco praticante, respeito os espaços e as celebrações. Tirei algumas fotografias, sem flash, da forma mais disfarçada que me foi possível, mas não faltavam “concorrentes” que fotografam e filmavam tudo.
Os elementos do coro, que conheço bem, não ocupavam os seus lugares habituais. Estes eram ocupados pelo grupo coral Medievus Chorus. Esta foi a principal diferença em relação às celebrações habituais, além de que o banco da frente era ocupado por algumas individualidades que trajavam à maneira Medieval. Entre elas encontrava-se o senhor Presidente da Câmara, recentemente eleito, que durante os dias da Feira Medieval se integrou nas representações, sempre “bem” trajado. Fez uma das leituras na Eucaristia.
No exterior da Sé preparava-se o cenário para o final da celebração. Foram chegando os pedintes, com ar bastante miserável, a Hoste do Magriço, o Grupo de Danças Antigas de Óbidos e os Pauliteiricos de Miranda. Terminada a celebração, o Largo da Sé foi inundado de todo o clima Medieval com danças, cantos e pregões. Acabei por concentrar a minha atenção nos Pauliteiricos. O folclore que envolve os pauliteiros e as danças mistas mirandesas fascina-me, também no aspecto fotográfico.
Depois do almoço voltei ao jardim dos Frades Trinos para um café e na esperança de assistir a um torneio de armas. Senti-me meio perdido e percorri os principais locais dentro da muralha à procura do centro dos acontecimentos, sem perceber bem o que estava a acontecer e aonde. Às 16 horas começou a formar-se o cortejo no Largo do Castelo que se dirigiu para o Largo D. João I. Aqui se desenrolaram vários acontecimentos dos quais realço: uma dança executava por uma elegante bailarina segurando uma serpente e um dos pedintes que mais impressionou durante toda a feira fez um eloquente e poético discurso surpreendendo todos os que assistíamos.
Pelas dezassete horas abandonei Miranda.
Passei em Miranda quase dois dias. As actividades sucederam-se em catadupa, quase não me dando tempo para comer. Já passei em Mirando muitas festas, muitas feiras, mas estas foram diferentes. Sempre imaginei a cidade em épocas anteriores e tive a possibilidade de as visitar, ainda que a representar. A cidade está talhada para eventos desta natureza. Elementos da companhia de teatro VivArte confidenciaram-me que a feira já está garantida para os próximos 3 anos. A ser assim, tudo farei para estar presente.
Não sei se o balanço da feira foi, muito ou pouco positivo. Passaram pelo recinto vários milhares de pessoas, mas falta saber se as tasquinhas fizeram o negócio que esperam e se os artesãos e produtores venderam os seus produtos. Há, certamente, algumas coisas que serão corrigidas em próximas edições como o facto, sentido por alguns expositores e artesãos locais, de ninguém da organização ter passado pelas diferentes barraquinhas a dar um cumprimento ou um agradecimento. As mudanças políticas no concelho ainda são muito recentes ...
Se foi bom para o concelho, que se repita.